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Nova geração se prepara para viver a emoção do Campeonato de Carrinhos de Lomba em São Marcos

Aos 30 anos, William Cioato estreia no evento resgatando o espírito comunitário do carrinho de lomba, unindo família, amigos e diferentes gerações na construção de um carrinho feito de sucata, criatividade e muita diversão.

Atualizado em 03/02/2026 às 18:02, por Liliane Cioato.

William Cioato e Daniel Boff Ascari iniciaram a montagem do carrinho há cerca de um mês

O retorno do Campeonato de Carrinhos de Lomba ao calendário de São Marcos tem despertado curiosidade, entusiasmo e, principalmente, o envolvimento de uma nova geração que passa a descobrir, e ressignificar, uma tradição que marcou época no município. Entre os estreantes está William Cioato, de 30 anos, que representa bem esse movimento de reencontro entre passado e presente.

William conta que nunca havia tido contato direto com carrinhos de lomba. O interesse surgiu de forma espontânea, quase despretensiosa, ao ver o cartaz anunciando a corrida. “Pode-se dizer que começou ali, na hora”, brinca. Mesmo sem experiência prévia, a decisão de participar foi imediata, movida mais pela curiosidade e pela vontade de viver algo diferente do que pela competição em si.

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A ideia de construir o próprio carrinho ganhou forma a partir de referências vistas na internet, especialmente de eventos semelhantes realizados em Pinto Bandeira. Quando a confirmação do campeonato em São Marcos veio, o projeto saiu do papel. A montagem começou há cerca de um mês e se transformou em um verdadeiro trabalho coletivo, envolvendo amigos, família e até vizinhos.

O carrinho, ainda em fase de construção, é descrito pelo próprio William como um “Frankenstein”. A estrutura reúne criatividade, reaproveitamento de materiais e muito bom humor. Foram utilizadas três camas de metal, que deram origem à maior parte da estrutura, além de um eixo traseiro de um automóvel Golf, rodas de carrinho de mão e até um bebê conforto, adaptado como assento. O diferencial técnico está justamente no eixo automotivo, que permite o uso de rodas de carro e freio automotivo, um detalhe que promete chamar a atenção no dia da descida.

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O processo de montagem envolveu diretamente o amigo Daniel Boff Ascari e o sogro Devacir Ascari, além da colaboração de vizinhos que doaram materiais e da empresa Galvano Serra, responsável pela pintura do carrinho. Segundo William, os desafios surgem quase diariamente, já que ideias mudam, soluções são repensadas e ajustes são feitos a todo momento. Mas nada disso é visto como problema. Pelo contrário: cada dificuldade vira parte da diversão.

Para ele, a expectativa para o dia da competição é marcada muito mais pela empolgação do que pelo nervosismo. A frase que se tornou lema durante a construção resume bem o espírito do grupo: “o carrinho só precisa descer e frear”. Ganhar ou perder é secundário. O principal é participar, viver a experiência e se divertir.

William acredita que o retorno do Campeonato de Carrinhos de Lomba representa muito mais do que um evento esportivo. Para ele, é uma forma de manter viva uma tradição que pertence à cidade, aproximando gerações, reunindo famílias e fortalecendo o sentimento de comunidade. Durante a montagem do carrinho, chegaram a se envolver pessoas de três ou até quatro gerações diferentes, o que, segundo ele, mostra a força desse tipo de iniciativa.

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A família e os amigos acompanham de perto a participação e demonstram entusiasmo, a ponto de quererem também descer a lomba. A ideia é permitir que mais pessoas experimentem o carrinho durante os treinos, reforçando o caráter coletivo e inclusivo da brincadeira.

Na avaliação de William, eventos como esse têm um papel fundamental no incentivo à participação dos jovens em atividades culturais e esportivas. Eles promovem integração, despertam interesse e criam memórias afetivas que permanecem ao longo do tempo. Seu maior objetivo nesta edição é simples, mas significativo: participar pela primeira vez, viver o momento junto à comunidade e contribuir para que o campeonato continue crescendo nos próximos anos.

A mensagem final que ele deixa é um convite aberto. Para o público, que venha prestigiar e se divertir. Para os jovens, que não tenham medo de tentar algo novo, mesmo sem experiência. “Carrinho de lomba é isso: brincar, construir junto e criar boas lembranças.”