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Banco Central define novas regras para o Pix que passam a valer em fevereiro

As mudanças envolvem o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para tentar recuperar valores em casos de fraude.

Atualizado em 09/01/2026 às 10:01, por Liliane Cioato.

Foto ilustrativa

O Banco Central reforça, a partir de 2 de fevereiro, as regras de segurança do Pix. As mudanças envolvem o aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para tentar recuperar valores em casos de fraude.

Na prática, o sistema de devolução, que já existe, passa a ser mais eficiente. A principal mudança é que o dinheiro transferido por meio de um golpe poderá ser rastreado mesmo após ser rapidamente repassado para outras contas, algo comum em crimes financeiros.

Segundo a economista e professora universitária, Maria Carolina Gullo, o objetivo é tornar o combate às fraudes mais efetivo. A nova regra faz com que o MED deixe de olhar apenas para a primeira conta que recebeu o Pix suspeito e passe a acompanhar todo o caminho percorrido pelo dinheiro.

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Antes da mudança, a devolução só era possível se o valor ainda estivesse disponível na conta do golpista no momento do bloqueio. O problema é que, na maioria dos golpes, o dinheiro é transferido quase imediatamente para outras contas, justamente para dificultar a recuperação.

Outra novidade é a consolidação do pix automático como padrão para pagamentos recorrentes entre instituições financeiras diferentes. Essa funcionalidade permite pagamentos periódicos sem a necessidade de autorização a cada transação.

De acordo com Gullo, o pix automático não traz impacto direto para o consumidor final, mas representa um avanço para pequenas e médias empresas, que passam a contar com uma alternativa mais acessível ao débito automático tradicional.