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Prefeitura de São Marcos retém pagamento de empresa de vigilância por descumprimento de obrigações trabalhistas

Jurídico explica a retenção de pagamento em contrato de vigilância da Saúde e afirma que serviço não foi interrompido. Administração não renova, penaliza antiga empresa e amplia os serviços com nova contratação pelo custo de R$ 308 mil

Atualizado em 10/01/2026 às 10:01, por Angelo Batecini.

Fachada do Centro Municipal de Saúde Nossa Senhora de Lourdes, em São Marcos, com ambulâncias estacionadas em frente ao prédio.

Centro Municipal de Saúde Nossa Senhora de Lourdes, em São Marcos, onde funciona a Secretaria Municipal da Saúde; local contou com serviço de vigilância mantido sem interrupção, conforme esclareceu o Jurídico da Prefeitura. Foto: São Marcos Online.

O Município de São Marcos formalizou a transição de seus serviços de segurança na Secretaria Municipal da Saúde após o encerramento do contrato com a empresa Sagitarius Segurança e Vigilância Privada Ltda e o início de uma nova parceria com a Maxhelp Empresa de Vigilância Ltda. O processo, no entanto, é marcado pela retenção de pagamentos da antiga prestadora devido ao descumprimento de obrigações com funcionários.

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O impasse com a Sagitarius

O Contrato nº 168/2023, que previa vigilância noturna desarmada para a Secretaria da Saúde, encerrou-se oficialmente no dia 16 de novembro de 2025. Conforme o jurídico da Prefeitura, para que a prefeitura realize o pagamento final, a contratada deve obrigatoriamente apresentar comprovantes de quitação de salários, encargos e verbas rescisórias.

A Sagitarius, sediada em Carlos Barbosa, comprovou apenas o pagamento dos salários de novembro e da primeira parcela do 13º salário. Ficaram pendentes a segunda parcela do 13º e as verbas trabalhistas/rescisórias. Diante da falha, o Prefeito Municipal determinou a abertura de um processo administrativo; apesar de notificada em 18 de dezembro de 2025, a empresa não atendeu integralmente às solicitações.

Como resultado, o Município decidiu:

  • Reter o valor do último mês para ressarcir prejuízos suportados.
  • Aplicar sanções administrativas por descumprimento contratual.
  • Avaliar o ingresso de ação judicial para ressarcimento integral, caso os valores retidos sejam insuficientes.

A prefeitura ressaltou que a responsabilidade direta pelas obrigações trabalhistas é da Sagitarius e orientou que as colaboradoras prejudicadas busquem a justiça contra a empresa. O contrato com a empresa foi assinado em 2023 pelo valor de R$ 131.314,80 anual.

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Novo contrato: Maxhelp assume a vigilância

Em paralelo ao encerramento do vínculo anterior, o Município celebrou o Contrato nº 159/2025 com a empresa Maxhelp, de Sarandi/RS, após o Pregão Eletrônico nº 074/2025. Este novo acordo possui um valor global de R$ 308.120,04 e vigência de 12 meses.

Diferente do contrato anterior, que focava apenas no período noturno, a nova prestação de serviços abrange dois lotes na Secretaria da Saúde:

1. Lote 001: Vigilância diurna (07:00 às 19:00), escala 12x36, com custo mensal de R$ 12.214,48.

2. Lote 002: Vigilância noturna (19:00 às 07:00), escala 12x36, com custo mensal de R$ 13.462,19.

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A Maxhelp, representada pela sócia-administradora Mariana Kuse da Silva, está obrigada a manter todas as condições de habilitação, incluindo a alocação de empregados devidamente uniformizados e o cumprimento das normas de proteção de dados (LGPD).

Rigidez na fiscalização

Ambos os contratos refletem a aplicação da Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações), que permite à administração pública exercer fiscalização ampla e reter pagamentos em caso de débitos da contratada com terceiros que possam prejudicar o ente público.

A situação atual entre o Município e a Sagitarius pode ser comparada a uma corrida de revezamento onde o primeiro corredor, ao chegar ao fim de seu percurso, não entrega o bastão corretamente, obrigando a organização a segurar o seu prêmio até que as regras da competição sejam plenamente restabelecidas.