Você se considera inteligente emocionalmente?

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O primeiro passo para inserirmos essa consciência é trabalhar as emoções, suas nuances, suas características, suas funções

Frente aos avanços do mundo contemporâneo, os seres humanos se veem diante de rápidas transformações no contexto social e as formas de viver e conviver, de ser e fazer mudam constantemente, portanto, as relações que os indivíduos estabelecem consigo mesmos e com os outros requerem habilidades remodeladas. Nesse sentido, já não basta possuir um currículo brilhante informando uma inteligência intelectual se não coexistir inteligência emocional para lidar com as relações e situações que se apresentam no dia-a-dia.

A alfabetização emocional surge como um ferramenta para que os indivíduos, desde muito cedo, aprendam a nomear suas emoções e a se autoconhecerem, para que assim possam se tornar seres humanos empáticos e aptos à interação social – se tornando inteligentes emocionalmente. No consultório, independente de qual foi o motivo que trouxe o paciente até mim, procuro trabalhar com esta perspectiva como uma abordagem preventiva: tenho a missão profissional de entregar ao mundo uma criança, um adolescente um ou adulto mais consciente de seu universo emocional interno – todos ganham, o paciente e com quem ele convive.

Ser uma pessoa inteligente emocionalmente significa que você possui capacidade de identificar seus sentimentos para então auxiliar na tomada de decisão e na resolução de problemas, que sabe administração suas emoções (ou seja, controlar impulsos e aliviar emoções negativas), é empático com as demais pessoas, é capaz de ser resiliente frente às situações adversas e é capaz de lidar com as reações emocionais das demais pessoas e interagir com as mesmas.

Se fala sobre a importância da inteligência emocional na vida das pessoas a pouco tempo. O primeiro passo para inserirmos essa consciência é trabalhar as emoções, suas nuances, suas características, suas funções. Cada emoção se mostra de uma maneira e tem uma função e um objetivo a cumprir em nossa vida. Quanto antes pudermos estimular esse autoconhecimento, mais qualidade de vida e de relacionamentos teremos.

Por exemplo: o medo tem como função preservar nossa vida, o nojo – preservar nossa saúde física contra intoxicações e envenenamentos, a raiva – nos conceder consciência em situações em que percebemos que estamos sendo tratados de forma injusta, nos permitindo autodefesa, a tristeza – nos ajudar no reconhecimento daquilo que realmente é/era valioso para nós e buscar aproximar-nos de quem pode nos ajudar a sentir novamente felizes e a alegria – no reconhecimento de situações desejáveis para que busquemos repetir a situação e nos sentirmos felizes novamente. Estas são todas emoções chamadas de “primárias”, isto porque todo mundo nasce sendo capaz de senti-las – mesmo que não saiba seu nome.

Agora que você sabe que há um porque em cada reação emocional que você tem e que sabe também que é possível desenvolver essa inteligência, que tal começar a colocar em prática? Te garanto que é um universo bem interessante pra se aventurar!

A psicóloga Joana H. Siota e a fotógrafa Thais Brochetto, em parceria, estão organizando uma exposição fotográfica que une Psicologia e Fotografia que irá expressar o universo das emoções por meio da arte, tendo crianças como modelo. Quem quiser acompanhar o Emocionário – nome que o projeto carinhosamente recebeu, fazendo jus à ideia de compartilhar com o público um dicionário fotográfico emocional – pode acompanhá-lo pela sua página no Instagram (@expo.emocionario)

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