Violência contra mulher dobrou em São Marcos em 2018

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Só em 2019 já foram registradas 19 ocorrências, sendo que em duas houve lesão corporal. De 2012 a 2017 a média de ocorrências era de aproximadamente 30 por ano. Já em 2018 foram 75 casos entre ameaças e agressões

Conforme dados obtidos pela reportagem do São Marcos Online junto a delegacia de Polícia Civil de São Marcos, em janeiro de 2019 foram registradas 6 ocorrências por ameaça e duas por agressão contra mulheres no município. Em fevereiro foram 4 registros por ameaça e dois em março. Também foram registradas 3 ocorrências por perturbação da tranquilidade neste início de ano.

A reportagem também recorreu aos dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, onde consta que em 2018 houve aumento de mais de 50% em ocorrências de violência doméstica e agressão contra mulheres no município que tem pouco mais de 20 mil habitantes, em que metade é representada por mulheres. Conforme os dados foram registrados 50 casos de ameaças, 23 de lesão corporal, 2 casos de estupro e um feminicídio.

As estatísticas mostram que a violência dobrou no ano passado, se considerados registros entre 2012 e 2017, quando em média foram registrados cerca de 30 casos de violência por ano. Em todo esse período foram registradas 365 ameaças contra mulheres, 13 estupros sendo 6 só em 2017, 4 casos de feminicídio tentado nos últimos anos.

O delegado de polícia da cidade, Edinei Albarello atenta para a necessidade de buscar apoio e registrar ocorrência em caso de ameças ou violência. Ele destaca que a legislação está mais rígida e que lei que torna crime descumprimento de medidas protetivas completa um ano em abril.

“A norma que alterou dispositivos da lei Maria da Penha – lei 11.340/06, foi sancionada em 4 de abril de 2018 e tipifica o crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência impostas em razão de violência contra mulheres” salienta l delegado.

De acordo com o texto, em caso de descumprimento das medidas, será aplicada de três meses a dois anos de detenção. A norma ainda estabelece que a configuração do crime independe de competência civil ou criminal do juiz que deferir a medida, e que em casos de prisão em flagrante, somente a autoridade judicial poderá conceder o direito à fiança.

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