Sinal vermelho: barragem de São Marcos opera com baixa capacidade

Conforme André Viana, gerente da Corsan local, caso não se confirme precipitação de chuvas nos próximos dias, medidas de racionamento podem ser adotadas

O Rio Grande do Sul vive situação de estiagem sem chuvas expressivas há 4 meses, em que muitas cidades inclusive já decretaram situação de emergência. Com a falta de água, não só a agricultura e a pecuária ficam prejudicadas, mas também o abastecimento para o consumo humano é comprometido, sendo acentuado pelo isolamento social diante da pandemia de coronavírus.

Conforme André Viana, gerente da Corsan em São Marcos, o nível da barragem que abastece a cidade está baixo e o recalque feito do Rio Ranchinho opera apenas 10h por dia. Viana destaca que se não fossem as medidas tomadas anterior ao período de estiagem, certamente o município já estaria em situação crítica de abastecimento. Ele recomenda cuidado com o consumo desnecessário durante a quarentena.

“Caso não chova, vamos acender o alerta vermelho na semana que vem”
“O fator de isolamento aumentou o consumo, é preciso economiza”

Viana destaca algumas ações de sua gestão, desde que veio atuar em São Marcos. No último ano uma equipe de fora da superintendência fez pente fino em toda a rede diagnosticando problemas e revisando os motores, passando de 20 para 30 litros por segundo o recalque do Ranchinho durante 24h, antes a vazão era de 20 litros por segundo durante 8h por dia.

“Vazamentos invisíveis e redimensionamento dos motores ampliaram captação”
“Ações geram economia e qualificam o abastecimento no município”

Previsão do tempo no RS: como deve ser o mês de abril

Baixa na temperatura e aumento da precipitação marcarão o período. Fonte: Gaúcha ZH

Com o avanço da pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul, a previsão do tempo de abril deve preocupar os gaúchos mais sensíveis ao frio. A temperatura deve ficar entre 1°C e 2°C abaixo da média histórica para o período, que é de mínimas entre 12°C e 15°C e de máximas na casa dos 24°C. 

Conforme Fabiene Casamento, meteorologista da Somar, a previsão é de que as ondas de frio já comecem neste final de semana, com possibilidade de geada na Serra. Quem tem receio de ficar doente com a baixa na temperatura deve ficar atento também nos finais da primeira e segunda quinzenas do mês. 

Já os produtores rurais, que desde o ano passado sofrem com a estiagem, têm motivos para comemorar: a precipitação ficará acima da média histórica.  

— Mesmo assim, não é possível falar em regularização da chuva no Estado. A chuva deve ser mais intensa, se comparada com o mês de março, e concentrada nos primeiros dias de abril — afirmou Fabiene. 

Sem águas em março 

No mês de março, a instalação de bloqueios atmosféricos impediu o livre avanço de frentes frias pelo Centro-Sul do Brasil e, mesmo com episódios de alguns temporais, as chuvas em março não conseguiram alcançar a média climatológica no Rio Grande do Sul, agravando a situação de estiagem pela qual passam os gaúchos. 

Março foi o mês mais seco desde 2004, com chuva acumulada de 22,9 mm, o que corresponde a 24% do normal (92,2 mm). A cidade em que mais choveu no Rio Grande do Sul foi Quaraí, com 67mm (47% da média), e a cidade em que menos choveu foi Ibirubá, com 13mm (12% da média).  

Com relação às temperaturas, as mínimas de 19,7°C ficaram ligeiramente abaixo do normal. Durante as tardes, a situação foi completamente diferente: com o tempo seco mais frequente, a temperatura ficou bem acima do normal em todo o estado gaúcho.