OPOSTOS: SE ATRAEM OU SE REPELEM?

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Quando se pensa em relacionamento de casal, existe uma frase bastante conhecida que diz que os “opostos se atraem”. Mas será que saindo do senso comum e indo para uma explicação psicológica, é mesmo verdade?

A questão é que ser um casal tem muito mais a ver com escolhas do que com conceitos pré-determinados, explicações astrológicas ou frases prontas. Passou da época – ou pelos menos deveria – em que se permanecia em um relacionamento por comodidade, por conformismo, por costume.

Estar em um relacionamento requer acima de tudo querer estar ali, estar consciente de que vão haver diferenças e que essas diferenças muitas vezes não vão ser a parte mais atrativa que o outro possui, mas que ainda assim fazem parte do pacote completo da pessoa com quem se escolheu compartilhar parte da vida. O outro tem que ser uma escolha diária e não uma imposição que se segue à duras penas como consequência de uma escolha feita no passado. Inclusive, não é só o outro que carrega consigo diferenças que podem incomodar; o inverso também é verdade e é provável que as características que temos, em algum momento, também causem incômodo.

Da mesma forma, nada deve ser tão extremista ao ponto de, por algo não agradar, se desfazer do relacionamento sem antes tentar dialogar, expor os fatos, buscar uma solução em conjunto – repito, EM CONJUNTO. Se a forma de pensar é diferente e é justamente isso que está causando conflito, porque não tentar descobrir uma solução juntos? Afinal… a probabilidade de se encontrar novas estratégias de solução sem amplia.

Quando se conhece alguém, o que essa pessoa tem de diferente é uma novidade agradável, ela nos apresenta mundos desconhecidos, nos estimula a descobrir partes nossas que talvez nem soubéssemos que existiam. Talvez com o passar do tempo, essas mesmas diferenças que antes foram motivo de animação, ou que talvez até passassem despercebidas, se tornem gatilhos para conflitos dentro do relacionamento.

Um é mais econômico, o outro já tem mais abertura para gastar seu dinheiro. Um prefere passear no tempo livre, o outro prefere ficar em casa. Um quer conviver com os amigos com frequência, o outro é mais reservado. A lista de diferenças pode ser infinita e cada casal constrói uma lista muito pessoal. No fim, não existe certo ou errado e o segredo então é manter o diálogo e a comunicação sincera dentro do relacionamento para que as diferenças que em algum momento te atraíram não te afastem do seu companheiro(a).

Sendo assim, os opostos podem sim se atrair inicialmente, mas não é isso que determina se esse relacionamento tem potencial de dar certo ou não – diferenças são apenas diferenças, quem faz a relação se manter ou se romper são as pessoas envolvidas nela. Aliás, são essas mesmas diferenças que estimulam que possamos crescer e evoluir como pessoa. Estar em um relacionamento no qual o(a) parceiro(a) pensa diferente é um grande estímulo para que possamos desenvolver flexibilidade de pensamento e de atitudes, nos conhecendo melhor e desenvolvendo novas formas de viver e conviver.

Então, que tal olhar para as diferenças com mais carinho?

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