Que o novo vírus surgiu mundialmente gerando uma pandemia, alterando a rotina de todo mundo, não é nenhuma novidade, porém para as famílias com crianças com diagnóstico de autismo essa situação é ainda mais difícil

Uma das questões que talvez será um desafio para alguns casos, será o uso da máscara. Em minhas “olhadinhas” no Facebook, vi em um vídeo , a preocupação de uma mãe em colocar a máscara em seu filho com TEA, onde a mesma não obteve sucesso. O autismo se caracteriza com o quadro clínico tendo um déficit na interação social e comunicação, nos interesses e atividades repetitivas. Para os autistas as alterações sensoriais são comuns e o uso da máscara, para alguns casos, poderá intensificar o distúrbio do processamento sensorial, gerando uma desagradável sensação, no qual o sujeito com TEA não suportará.

Alguns casos, a aceitação poderá ocorrer com um simples manejo adequado, utilizando o reforço positivo, realizando combinações, deixando a criança escolher sua máscara, com um tecido e um elástico confortável…,mas na maioria dos casos a insistência do uso da mesma, poderá gerar crises de irritabilidade, agitação, e até mesmo auto-agressão, sendo este comportamento compreensível devido seu quadro clínico. O uso da máscara está sendo obrigatório.

No caso do sujeito com TEA com essa desordem sensorial, talvez não será possível, portanto é importante que todos ao seu redor usem a máscara e se orienta que evitem sair em lugares sem necessidade. Talvez identificar que a pessoa se trata de um sujeito com autismo, também seria válido para evitar o constrangimento sem ser abordado de forma desagradável por pessoas questionando porque a pessoa está sem a máscara.

Muitos são os desafios nessa quarentena com as pessoas com TEA, além do uso da máscara, a questão da rotina que é fundamental para sua organização, suas terapias, seus estímulos, ficaram prejudicados. Enfim, todos estamos sofrendo e nos adaptando com esse novo vírus, que infelizmente ainda não tem tratamento.

Taine Siota – Psicopedagoga

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