O poder dos carinhos invisíveis

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Tu sabe o que é um carinho invisível?

Pois bem: nada mais é do que todo gesto simbólico que tem o objetivo de dar prazer, carinho e atenção a alguém, mas não é visível porque muitas vezes o outro nem se dá conta de forma consciente de que recebeu esse carinho – não é um abraço, um cafuné, uma palavra aconchegante no final do dia ou qualquer outro carinho físico. É muito mais no sentido, por exemplo, de escolher não fazer uma crítica ao parceiro(a) ou não reclamar com o colega de trabalho porque ele esqueceu de lhe dar um recado. Esse tipo de carinho não deixa de ser uma escolha, mas mais do que escolher ser afetuoso(a) em palavras ou gestos físicos, é escolher ser agradável com outra pessoa.

Para ilustrar essa ideia, vamos pensar com relação a relacionamento de casal. Imagina que o combinado é que teu companheiro(a) tem a responsabilidade de tirar o lixo da cozinha dia sim, dia não, porque essa foi o acordo de divisão de tarefa de vocês – só que essa semana ele(a) não cumpriu com a sua parte nenhum dia. Avaliando a semana dele(a), realmente foi conturbada. Ele(a) teve problemas no trabalho, chegou mais tarde do que o esperado em casa e ainda por cima teve uma gripe daquelas.

Talvez essa seja uma semana que vale a pena fazer um carinho invisível e retirar o lixo no lugar dele(a), porque empaticamente, você entende que ele(a) não deixou de cumprir com o combinado por maldade, negligência ou provocação. Ele(a) é humano(a), e como qualquer humano, às vezes falha.

Nessas horas, eu sugiro que você pare e observe quais pensamentos vêem automaticamente à sua cabeça e que podem estar intensificando seus sentimentos negativos e bloqueando comportamentos que nutram seu relacionamento. Você tem duas opções: iniciar uma discussão ou oferecer um carinho invisível. O que você escolhe?

Eu costumo usar no consultório a seguinte metáfora: imagina que existem duas caixinhas na tua frente. Uma delas é daquelas situações que tu não pode deixar passar e tem que conversar, procurar resolver a situação, custe o que custar. Essa caixa tem o seguinte rótulo: “coisas inevitáveis”. Já na outra caixa, temos aqueles probleminhas que não precisam de tanta atenção assim e que podem ser relevados: é a caixa das “coisas evitáveis”.

Pensar de forma a analisar os problemas, compreendendo o nível de atenção que eles merecem, ajuda enormemente a equilibrarmos o nível de desgaste e sofrimento nas relações – ajuda a darmos carinhos invisíveis sempre que surgir a oportunidade. Pronto(a) para colocar essa reflexão em prática?

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