O papel da mulher

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Imagem Ilustrativa

O Dia Internacional da Mulher se aproxima, momento em que além de celebrar as conquistas já alcançadas, é necessário uma reflexão sobre o papel da mulher na atualidade, sobre a luta que ainda precisa prosseguir até suplantar toda forma de violência, injustiça e discriminação contra a mulher. Recordemos que até há um tempo não muito distante, a mulher não comparecia em público, não participava da vida política, não aprendia a ler ou escrever, demorou a votar, podemos dizer que o papel da mulher no século passado se limitava ao casamento, procriação e educação dos filhos e os trabalhos domésticos.

Marcos importantes ocasionaram transformações culturais e sociais que contribuíram para uma mudança no papel da mulher na atualidade, como a inserção no mercado de trabalho, a queda da taxa de fecundidade com o surgimento da pílula anticoncepcional, que permitiu uma redução no tamanho dos arranjos familiares, o envelhecimento da população com maior expectativa de vida para as mulheres, a expansão da escolaridade e o ingresso nas universidades, que viabilizaram o acesso das mulheres às novas oportunidades de trabalho. Respondendo assim aos anseios de independência financeira, realização pessoal e profissional. E a lei Maria da Penha contra o feminicídio, o assassinato pela condição de ser mulher que infelizmente ainda é muito comum em sociedades como o Brasil, onde dados de 2015 mostram que a taxa de feminicídio no Brasil era a quinta maior do mundo.

A busca das mulheres por seu espaço na sociedade foi travada com muita luta,  buscando uma nova realidade, menos opressiva e menos discriminatória. Mas a inserção da mulher no mundo do trabalho enfrentou e ainda enfrenta dificuldades. Os desafios se apresentam no decorrer da carreira quando as mulheres enfrentam desigualdades de oportunidade e salários, onde ganham cerca de 20% a menos que os homens, desempenhando a mesma função. Na sobrecarga de trabalho, gerada pelos múltiplos papéis, já que há uma exigência, tanto da sociedade, quanto da mulher para consigo mesma, de que concilie carreira, estudos, trabalho, maternidade e cuidados com o lar, o que gera um acúmulo de tarefas e uma escassez de tempo. Outro desafio enfrentado é a cobrança em relação ao próprio corpo, refletida na busca de uma beleza idealizada que muitas vezes é imposta pela mídia e pela sociedade atual gerando uma busca desmedida pela beleza ideal.

A realidade é que se delineia para a mulher contemporânea um horizonte de  lutas. Lutar por leis que garantam direitos iguais, onde  a diferença salarial possa ser resolvida, pela garantia de oportunidades iguais; lutar por uma mudança social onde as diferenças biológicas não representem hierarquias de poder entre gêneros; lutar por uma divisão equilibrada das tarefas e partilha equitativa das responsabilidades familiares e domésticas entre homens e mulheres pois também o papel do homem se modificou, estes se mostram mais parceiros e atuantes na família, compartilhando as atividades de casa e o cuidado dos filhos, juntamente.

Hoje, os novos tempos permitem a melhoria do mundo, mediante a participação da mulher.  A união dos dois gêneros humanos constrói uma sociedade mais justa, mais livre, mais solidária e mais pluralista.

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