O brincar através dos tempos

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Imagem ilustrativa divulgada na internet

A atividade de brincar é fundamental e intrínseco ao ser humano, sendo assim o ato de brincar é inerente a qualquer indivíduo. Mesmo fazendo parte do cotidiano infantil nem sempre recebeu a devida atenção. Mas a presença do brincar perpassou os tempos, pois se tem evidenciado através de registros de várias culturas desde a pré-história. Nas antigas civilizações o lúdico estava presente no dia a dia até mesmo dos adultos e era a família que ensinava aos filhos ofício e arte. Então, desde a antiguidade as crianças participavam de diversas brincadeiras como jogos de demolir e construir, rolar aro, cirandas, pular obstáculos como forma de diversão e recreação.

Com ascensão do cristianismo, na Idade Média os jogos e brincadeiras relacionavam-se ao prazer profano e imoral e a pedagogia passa a ser repressiva e baseada na disciplina, no controle e na obediência e levando em consideração somente as necessidades do mundo adulto. A criança busca fugir da escola em busca de brincadeiras. Já no século XVI com o surgimento do mercantilismo e o nascimento do pensamento pedagógico, o lúdico passa a tomar importância e ser utilizado pelos jesuítas no ensino da gramática e ortografia.

Aproximadamente entre os séculos XVII e XVIII descobre-se a infância, surge um novo conceito de criança, que passa a ser sujeito da educação. O reconhecimento da infância como fase específica da vida, com suas características e necessidades possibilitou identificar o brinquedo como objeto infantil. O brincar é reconhecido como uma atividade importante para o desenvolvimento infantil. Enquanto brinca a criança libera sua capacidade criativa e suas fantasias, explora seus limites e nutre sua vida interior. Quando interage com o outro, aprende, adquire conhecimento e desenvolve suas habilidades de forma agradável e prazerosa. Além disso, quando a criança brinca com outra pessoa ela pode receber estímulos e críticas, aprende a esperar sua vez, respeitar regras e cumprir normas, refletindo no futuro, na sua vida adulta em suas ações e no seu comportamento. Nesse período as brincadeiras davam-se com bolas, bonecas, bicicletas, carrinhos, brincadeiras de esconde-esconde, nos quais as crianças brincavam e se divertiam de forma genuína desfrutando de sua infância.

Com o passar dos tempos foi chegando de mansinho algo novo que modificou para algumas gerações a maneira de brincar dar-se o nome de “tecnologia”. Mesmo assim o brincar se mantém constante na vivência de adultos e crianças. Com a chegada do mundo digital como todos dizem o computador, celular, tablet, notebook e smart fones começaram a fazer parte dos acessórios diários de crianças e adultos. E acabaram em alguns casos muitas vezes substituindo os objetos manuais que faziam parte da construção lúdica do brincar como bolas, bonecas e carrinhos.

Hoje cada vez mais cedo as crianças começam a ter acesso a essas tecnologias que fornecem entretenimento e muitas delas encantadas por telas luminosas, movimentos, sons e cores focam o seu brincar nessas ferramentas tecnológicas. Nosso mundo vem se modificando constantemente e de uma maneira rápida com isso o modo de brincar vem juntamente com essas mudanças sofrendo modificações e mudando de conceito. Cabe ressaltar que mesmo com o passar dos tempos devemos ter consciência que independente das modificações e inovações das gerações o brincar é de suma importância para o desenvolvimento e aprendizagem dos seres humanos da forma que se realiza o brincar faz parte do cotidiano da criança, através dele ela compreende o mundo em que vive e pode modificar-se através de experiências emocionais e cognitivas. Sua autoestima pode ser fortalecida em processos de interação social, na família ou na escola através de brincadeiras.

Autoria: Carina Manuela da Rocha de Oliveira, Lorena Biancho, Jana Sara Boff Rizzon e Joisa Margarete Taube da Veiga.

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