São-marquense mobiliza campanha solidária para custear tratamento de alto custo contra câncer de mama
Diagnosticada com câncer de mama triplo negativo, a são-marquense Amanda Vieira enfrenta a recidiva da doença com metástases e mobiliza uma campanha solidária para ter acesso a um tratamento de alto custo não oferecido pelo SUS.
Foto: arquivo pessoal
A são-marquense Amanda Vieira, 34 anos, enfrenta desde 2023 uma dura batalha contra o câncer de mama. Diagnosticada aos 32 anos com câncer de mama triplo negativo, um dos tipos mais agressivos da doença, ela passou por um intenso tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que incluiu quimioterapia, cirurgias e radioterapia. Apesar da resposta inicial positiva, a doença voltou de forma ainda mais desafiadora, com metástases pulmonares e cerebrais, levando a família a mobilizar uma campanha solidária para viabilizar um novo tratamento que não é custeado pelo SUS.
Amanda relata que sempre teve o hábito de realizar o autoexame das mamas durante o banho. Foi assim que, em 2023, percebeu um caroço no seio direito. No dia seguinte, procurou atendimento médico e iniciou uma série de exames. Inicialmente, não houve confirmação de malignidade, mas o acompanhamento foi mantido. Cerca de três meses depois, o nódulo aumentou de tamanho e passou a causar dor. Em novos exames, foi identificada calcificação, o que levou à realização de uma biópsia. O resultado confirmou um carcinoma mamário.
Com o diagnóstico de câncer de mama triplo negativo, Amanda iniciou o tratamento pelo SUS. Foram realizadas 16 sessões de quimioterapia, sendo quatro do tipo vermelha e 12 do tipo branca, seguidas de uma mastectomia bilateral e radioterapia. O tratamento inicial teve sucesso, mas posteriormente surgiram metástases no pulmão e no cérebro. Diante disso, Amanda precisou retomar a quimioterapia e passou por duas cirurgias cerebrais para retirada das metástases, além de radioterapia craniana.
Recentemente, exames de acompanhamento apontaram progressão da doença no pulmão e o surgimento de uma nova metástase cerebral. Além disso, um novo nódulo apareceu na região do peito, e a biópsia voltou a identificar células tumorais do tipo triplo negativo.
Diante desse quadro, a equipe de oncologia indicou um tratamento mais moderno e eficaz para esse tipo de câncer: o medicamento Sacituzumabe Govitecana. No entanto, o custo é extremamente elevado, cerca de R$ 40 mil por aplicação, a cada 21 dias e não é coberto pelo SUS neste momento.
A família já ingressou com ação judicial para tentar garantir o fornecimento do medicamento, mas, segundo Amanda, o tratamento precisa ser iniciado o quanto antes. Ela acredita que, possivelmente, até março consiga o medicamento via Justiça ou, em abril, após o fim do período de carência do plano de saúde. Até lá, a única alternativa é custear o tratamento de forma particular.
Para isso, foi criada uma vaquinha virtual com o objetivo de arrecadar recursos e possibilitar o início imediato do tratamento. Doações de qualquer valor podem ser feitas pelo link:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-fazer-o-tratamento-de-ca-de-mama-que-recindiva-de-triplo-negativo
Além da ajuda financeira, Amanda reforça a importância das orações e do apoio emocional neste momento delicado. “Se não puder ajudar com dinheiro, que ajude com orações. Elas são muito importantes também”, destaca.
A mobilização busca não apenas recursos, mas também conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce, do autoexame e da solidariedade em situações em que o tempo é decisivo para salvar vidas.











