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PP do RS indica Covatti Filho ao Piratini e sinaliza aliança à direita; em São Marcos, direção local avalia cenário e defende frente conservadora

Decisão do Diretório Estadual em favor de Covatti Filho e de uma aliança à direita repercute em São Marcos, onde a direção do PP, partido que governa o município, avalia o distanciamento do governo Eduardo Leite e aponta a coligação com o PL como caminho predominante para 2026.

Atualizado em 21/01/2026 às 14:01, por Angelo Batecini.

Deputado federal Covatti Filho aparece atrás de um púlpito com a identidade visual do Progressistas, durante reunião partidária no Rio Grande do Sul.

Deputado federal Covatti Filho foi indicado pelo Diretório Estadual do Progressistas como pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul em 2026, em encontro que também aprovou o indicativo de aliança com partidos da direita. Foto: Filipe Lederhos.

O movimento do Progressistas no Rio Grande do Sul rumo às eleições de 2026 começa a ganhar contornos mais claros e já repercute diretamente nos municípios. Em reunião do Diretório Estadual realizada na terça-feira (20), o PP-RS indicou o deputado federal Covatti Filho como pré-candidato ao Governo do Estado e aprovou, por ampla maioria, o indicativo de aliança com a direita, em uma composição que envolve o PL e o Partido Novo.

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A decisão estadual teve forte respaldo interno: Covatti Filho recebeu 109 dos 120 votos, enquanto a opção por uma aliança à direita alcançou 107 votos. O posicionamento também reflete uma pesquisa interna, realizada pelo Instituto Amostra, que ouviu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e presidentes de diretórios municipais. O levantamento apontou que 74,4% das lideranças progressistas defendem uma aliança à direita e 77% preferem uma composição competitiva em vez de candidatura própria.

Repercussão em São Marcos

Em São Marcos, onde o Progressistas é situação no governo municipal, com o prefeito Volmir Rech e a vice-prefeita Fabiana Dutra de Oliveira (chapa pura do PP), o debate estadual é acompanhado de perto. Em entrevista ao São Marcos Online, o presidente do PP local, Fabrício Fontana Michelon (Bitchão), contextualizou o momento e o posicionamento das lideranças do município, especialmente diante do cenário de distanciamento do partido em relação ao governo de Eduardo Leite (MDB).

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Segundo Bitchão, a definição estadual é resultado de um processo que vem sendo construído há meses. “O partido já há algum tempo está organizando um movimento de ouvir as lideranças progressistas dos municípios. Foi feita uma pesquisa com presidentes de partidos, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores para entender quais caminhos o PP deveria seguir em 2026”, explicou.

O dirigente local confirma que São Marcos participou ativamente da consulta interna. “Eu participei dessa pesquisa, assim como o prefeito, a vice e os vereadores. De forma geral, se houvesse uma candidatura própria do PP, nós apoiaríamos. Mas, sinceramente, não acredito que isso vá acontecer. A pesquisa mostrou um encaminhamento muito forte para uma coligação, especialmente com o PL”, afirmou.
 

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Fabrício Fontana Michelon, o Bitchão, presidente do Progressistas de São Marcos, avalia o cenário político estadual e afirma que o partido no município acompanha a tendência de formação de uma frente de direita para as eleições de 2026. Foto: Arquivo pessoal.

Aliança com o PL e cenário futuro

Na avaliação da direção municipal, a tendência de uma frente de direita no Estado é praticamente consensual dentro do partido. “Aqui, acredito que de forma quase unânime, o PP vai apoiar essa composição com o PL. Eu defendo esse caminho”, disse Bitchão, alinhando o discurso local ao posicionamento estadual aprovado pelo Diretório.

Ele também comentou sobre o desenho político que começa a se formar, incluindo a possibilidade de o PP ocupar a vaga de vice em uma eventual chapa liderada por outro partido da aliança. “O que se desenha hoje é que o PL abriria a vaga de vice para o PP, e a partir disso será discutido o nome. Claro, na política tudo pode mudar, mas esse é o cenário atual.”

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Divergências internas e relação com o MDB

O presidente do PP de São Marcos também citou o movimento do deputado Hernani Polo, que lançou uma pré-candidatura própria dentro do partido. Para Bitchão, trata-se de uma iniciativa que não representa o sentimento majoritário da legenda. “É um deputado nota 10, parceiro da região, mas acredito que esse movimento não responde aos anseios do partido como um todo. Ele tem uma aproximação maior com o MDB e esteve até recentemente no governo Eduardo Leite, o que não dialoga com o que a base progressista está indicando agora”, avaliou.

Reflexos locais de uma decisão estadual

Para São Marcos, onde o PP comanda o Executivo e mantém uma base política consolidada, o reposicionamento estadual reforça a identidade do partido e tende a influenciar alianças futuras, tanto no plano regional quanto na articulação para 2026. A expectativa, segundo as lideranças locais, é acompanhar os próximos encontros regionais anunciados por Covatti Filho, que devem percorrer o Estado ouvindo entidades e comunidades na construção de um plano de governo.

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Enquanto isso, no cenário local, o discurso é de alinhamento com a decisão estadual e de cautela diante das movimentações que ainda podem ocorrer. “Hoje, o caminho é esse: uma frente de direita no Rio Grande do Sul. Mas seguimos atentos, porque a política é dinâmica”, resume Bitchão.

A definição final das chapas e dos nomes que irão liderar esse projeto deve ganhar forma até março, quando PP, PL e Novo pretendem anunciar qual pré-candidatura será considerada mais competitiva para a disputa ao Palácio Piratini.