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Hemocentro alerta para baixa nos estoques dos tipos O e A e projeta 90 bolsas em coleta em São Marcos

Diretor técnico do HEMOCS, Roque Domingos Lorandi conversou com o São Marcos Online e destaca: Aumento na demanda, queda mundial nas doações e reforça segurança do processo transfusional.

Atualizado em 14/02/2026 às 08:02, por Angelo Batecini.

Dr. Roque Domingos Lorandi, diretor técnico do Hemocentro Regional de Caxias do Sul, sentado em consultório, sorrindo, com computador e bloco de anotações sobre a mesa.

Dr. Roque Domingos Lorandi destaca a importância da doação regular de sangue e alerta para a baixa nos estoques dos tipos O e A na região da Serra Gaúcha. Foto: Arquivo pessoal.

Os estoques de sangue dos tipos O positivo, O negativo e A positivo estão em situação crítica na região da Serra Gaúcha. O alerta é do diretor técnico do Hemocentro Regional de Caxias do Sul (HEMOCS), Dr. Roque Domingos Lorandi, que estará à frente da coleta externa programada para o dia 4 de março, em São Marcos.

Segundo o médico, os tipos O e A são os mais comuns na população e, justamente por isso, apresentam maior rotatividade nos hospitais.

“O tipo O negativo é especialmente importante por ser polivalente. Ele pode ser utilizado em qualquer paciente em situações de emergência. E infelizmente temos observado aumento de acidentes, o que eleva bastante o consumo desse tipo sanguíneo”, explica.

Embora todos os tipos sejam fundamentais, neste momento a maior necessidade concentra-se nos tipos A positivo, O positivo e O negativo.

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Meta é atingir 90 bolsas na ação em São Marcos

Nas coletas externas realizadas em municípios da região, o HEMOCS trabalha com a meta padrão de 90 bolsas por ação — objetivo também projetado para São Marcos.

De acordo com Lorandi, o histórico do município é positivo.

“O pessoal de São Marcos é muito colaborativo, altruísta, comparece às campanhas. Geralmente conseguimos atingir a meta.”

Sangue coletado pode salvar vidas em 49 municípios

O HEMOCS atende 49 municípios da macro região da Serra Gaúcha, com 16 agências transfusionais instaladas em hospitais.

Isso significa que o sangue coletado em São Marcos pode ser destinado a qualquer cidade da região, conforme a demanda.

“Quando você doa em São Marcos, pode estar ajudando alguém em Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Feliz, Canela, Vacaria ou qualquer outro município da nossa abrangência. Vai para quem necessita.”

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Caxias do Sul concentra a maior demanda regional, seguida por Bento Gonçalves.

Queda nas doações é fenômeno mundial

O diretor técnico do HEMOCS também chama atenção para um cenário mais amplo: a redução global no número de doadores.

“Existe um movimento mundial de queda nas doações. Não é apenas aqui. O mundo está mais agitado, as pessoas têm rotinas muito corridas. Depois da pandemia, percebemos também mais receio de sair de casa.”

Segundo ele, a saída para reverter esse quadro passa por conscientização, informação e descentralização das coletas, aproximando o serviço do doador.

“Ir até os municípios facilita a vida das pessoas e também cumpre um papel educativo e de estímulo.”

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Segurança é rigorosa e risco é extremamente baixo

Lorandi reforça que o processo de doação é seguro tanto para quem doa quanto para quem recebe.

Antes da coleta, o doador passa por triagem clínica completa, com entrevista e avaliação de sinais vitais, garantindo que esteja apto a doar sem riscos à própria saúde.

“Doar sangue não causa fraqueza, não baixa imunidade, não emagrece e não vicia.”

Para os receptores, o controle é igualmente rigoroso. Os exames laboratoriais utilizam metodologias de alta sensibilidade, continuamente aprimoradas.

“O risco de alguém receber uma transfusão e ter algum problema é extremamente baixo. Muito diferente do que ocorria nas décadas de 1980 e 1990, quando doenças como HIV e hepatite C ainda não eram plenamente conhecidas.”

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“Você não doa apenas sangue, doa esperança”

Ao final da entrevista, o diretor deixa um apelo direto à comunidade:

“Quando você doa, não está entregando apenas sangue. Está oferecendo esperança, força e vida para quem enfrenta cirurgias, tratamentos ou situações de emergência. É um dos maiores atos de altruísmo que existem.”

E conclui:

“Venha fazer parte dessa corrente do bem que salva vidas.”