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Fevereiro Roxo: como a fisioterapia ajuda no tratamento da fibromialgia

Ainda cercada de dúvidas, a doença exige acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar

Atualizado em 11/02/2026 às 09:02, por Liliane Cioato.

Imagem ilustrativa

O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional de conscientização sobre doenças crônicas e destaca, entre elas, a fibromialgia, condição que causa dor generalizada, fadiga e impactos significativos na qualidade de vida. Ainda cercada de dúvidas, a doença exige acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar, na qual a fisioterapia desempenha papel fundamental.

De acordo com a docente do curso de Fisioterapia da Estácio, professora Adriane Mazola Russ, a fibromialgia é caracterizada por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa a dor. “É como se o volume da dor estivesse constantemente aumentado, fazendo com que estímulos que normalmente não doeriam passem a ser percebidos como dolorosos”, explica.

Entre os sintomas mais comuns da fibromialgia estão:

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  • Dor muscular difusa e persistente
  • Fadiga intensa
  • Sono não reparador
  • Dificuldade de concentração e memória, conhecida como “névoa mental”
  • Sensibilidade aumentada ao toque, à luz, aos ruídos e às variações de temperatura


Segundo Adriane, esses sintomas podem dificultar atividades cotidianas como trabalhar, realizar tarefas domésticas, caminhar longas distâncias e manter uma vida social ativa, além de afetar a saúde emocional. “Não existe uma forma comprovada de prevenir a fibromialgia, já que a condição envolve fatores genéticos, emocionais, hormonais e ambientais. No entanto, alguns hábitos ajudam a reduzir crises e minimizar os sintomas”, reforça.

Segundo a especialista, manter uma rotina regular de sono, praticar atividade física leve a moderada, evitar longos períodos de inatividade, cuidar da saúde emocional, manter alimentação equilibrada e respeitar os limites do corpo são medidas que contribuem para o controle da dor e para o bem-estar.

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A fisioterapia no tratamento da fibromialgia, explica a coordenadora, é uma das principais abordagens não medicamentosas e atua em três pilares: redução da dor, melhora da mobilidade e fortalecimento muscular, além da recuperação da funcionalidade.

“As técnicas fisioterapêuticas ajudam a modular a dor, melhorar a circulação, reduzir tensões musculares e aumentar a capacidade física. Além disso, o fisioterapeuta orienta o paciente sobre como se movimentar com mais segurança e menos desconforto”, afirma Adriane.

Exercícios indicados para quem tem fibromialgia

Entre os exercícios mais recomendados para pessoas com fibromialgia estão:
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  • Caminhadas leves
  • Alongamentos
  • Exercícios de fortalecimento progressivo
  • Hidroterapia
  • Pilates clínico
  • Exercícios aeróbicos de baixo impacto


Por outro lado, devem ser evitadas atividades de alta intensidade sem preparo, treinos exaustivos ou exercícios que provoquem dor intensa durante ou após a prática. “A regra é movimento com conforto e regularidade, nunca com esforço excessivo”, orienta Adriane.

Como conviver melhor com a fibromialgia no dia a dia

Para melhorar a qualidade de vida, alguns cuidados fazem diferença na rotina de quem convive com a fibromialgia:

  • Organizar horários de sono
  • Praticar atividade física regularmente, mesmo em pequenas doses
  • Dividir tarefas ao longo do dia
  • Fazer pausas programadas
  • Manter boa hidratação
  • Buscar atividades que reduzam o estresse, como lazer e técnicas de relaxamento
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    “A fibromialgia não impede uma vida ativa. Com orientação adequada e ajustes na rotina, é possível conviver com a condição de forma mais leve e funcional”, conclui a coordenadora.