Campestre da Serra e São Marcos participam de articulação interestadual por sistema antigranizo
Comitiva serrana reúne gestores públicos, sindicatos e órgãos estaduais em visita técnica a Santa Catarina. De São Marcos, Sandra Meneguzzo (STAF) e Eri Zanella (Prefeitura), e de Campestre o Prefeito Tairo Ballardin e membros de associações de produtores participam do movimento em SC.
A presidente do STAF de São Marcos, Sandra Meneguzzo, e o secretário municipal da Agricultura, Eri Zanella, durante visita ao radar meteorológico em Fraiburgo (SC), integrando a comitiva serrana que busca referências para implantação de sistema antigranizo no Rio Grande do Sul. Foto: São Marcos Online / Especial.
Uma comitiva formada por representantes de 22 municípios da Serra Gaúcha, entre prefeitos, secretários de Agricultura, vereadores, lideranças sindicais, produtores e técnicos, está em Santa Catarina para conhecer de perto o sistema antigranizo regionalizado, modelo que funciona no estado vizinho há mais de três décadas com apoio do poder público.
Entre os participantes estão o prefeito de Campestre da Serra, Tairo Ballardin, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares (STAF) de São Marcos, Sandra Meneguzzo, o secretário municipal da Agricultura de São Marcos, Eri Zanella, além de Márcio Madalena, secretário adjunto do Estado do Rio Grande do Sul que integra a comitiva representando o município.
A agenda iniciou em Fraiburgo, referência nacional na fruticultura, onde o grupo visitou a AGF e o Radar Meteorológico, estruturas fundamentais para o monitoramento climático e a prevenção de eventos extremos, como o granizo. No mesmo dia, a comitiva esteve na empresa Fischer, considerada hoje a maior produtora de maçãs da América Latina, que também atua fortemente na implantação e operação de sistemas antigranizo.
Segundo o prefeito Tairo Ballardin, o objetivo da visita é entender como o sistema foi implantado, como funciona a governança regional e, principalmente, os custos e os convênios firmados entre Estado e municípios, tanto para a instalação quanto para a manutenção dos equipamentos.
“São sistemas regionalizados, que cobrem vários municípios, subsidiados pelo governo de Santa Catarina. Viemos buscar essas informações para, quem sabe, levar essa experiência para Campestre da Serra e para toda a nossa região”, destacou o prefeito.
Proteção para a agricultura e para as cidades
A presidente do STAF de São Marcos, Sandra Meneguzzo, reforça que o sistema não beneficia apenas a agricultura, mas também as áreas urbanas, já que o granizo causa prejuízos recorrentes a residências, empresas e infraestrutura pública.
“O granizo não escolhe onde vai cair. Muitas vezes destelha casas, atinge empresas e causa grandes prejuízos. Por isso, é um projeto importante não só para o campo, mas para toda a cidade”, afirmou.
Sandra também ressaltou que a proposta de implantar um sistema semelhante no Rio Grande do Sul vem sendo discutida há mais de dois anos, envolvendo prefeitos, sindicatos, cooperativas de crédito, entidades do setor produtivo, como o Concevit, além de assessores parlamentares e representantes da Secretaria da Agricultura do Estado.
Agenda segue por Videira e Caçador
No segundo dia da missão técnica, a comitiva segue para Videira, onde visita a Epagri (empresa catarinense equivalente à Emater), que também possui sistemas antigranizo instalados e desenvolve pesquisas na área. À tarde, o grupo vai até Caçador, onde a agenda inclui uma visita à prefeitura para conhecer os trâmites legais, burocráticos e legislativos que permitiram a implantação do projeto em Santa Catarina.
A comitiva também conta com representantes do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e do Governo de Santa Catarina, reforçando o caráter institucional e técnico da iniciativa.
Modelo catarinense inspira o Rio Grande do Sul
Com funcionamento contínuo há 36 anos, o sistema antigranizo catarinense é visto como um exemplo consolidado de política pública regionalizada. A expectativa dos participantes é que as informações coletadas durante a viagem sirvam de base para a construção de um projeto semelhante no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões produtoras da Serra.
“Se aqui deu certo e funciona há tanto tempo, por que não copiar essa ideia?”, resume Sandra Meneguzzo.
A participação de São Marcos na comitiva reforça o interesse do município em buscar soluções preventivas para reduzir perdas na agricultura e minimizar os impactos de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes na região.












