Municípios do RS têm até final de agosto para realizarem censo vacinal de febre amarela nas áreas rurais

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Equipes do Cevs também estão percorrendo áreas de risco orientando a população. - Foto: Divulgação/SES

Em São Marcos cronograma de vacinação no interior inicia nesta sexta (16) em São Luiz. No sábado (17) o Censo será realizado nas comunidades de São Roque e São Cristóvão, no bairro Michelon. Confira cronograma nas demais localidades

A Secretaria da Saúde (SES) orienta que todos os municípios do Estado realizem até o final de agosto um censo vacinal de febre amarela nas áreas rurais. O trabalho prevê a visitação casa a casa nesses locais para o levantamento da situação vacinal dessa população e imunização das que ainda não tomaram a dose. No Rio Grande do Sul, cerca de 1,6 milhão de pessoas vivem em áreas rurais, que são os locais mais propensos para a reintrodução do vírus depois de mais de uma década.

No total da população do Estado, há uma estimativa de que 33% dos gaúchos ainda não tenham feito a vacina, que é orientada para pessoas acima dos 9 meses e menores de 60 anos. A população em geral, que reside em área urbana, pode encontrar as doses nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A medida foi adotada frente à situação da febre amarela no país, que em Santa Catarina já registrou dois óbitos, nos municípios de Joinville e Itaiópolis. Esse segundo, ocorrido no final de junho. No resto do Brasil, foram outras 13 mortes e 80 casos. Atualmente, o país passa pelo maior surto da doença na história.

Em São Marcos, as pessoas que residem nas comunidades do interior devem ir até o respectivo salão da comunidade em que residem, conforme o cronograma abaixo e contatar equipe de saúde que fará o cadastro das famílias com o nome de cada integrante. Caso a pessoa não tenha feito a vacina da Febre Amarela, será realizada aplicação da vacina. Quem não puder comparecer, pedimos que envie o cartão de vacina por algum familiar para que possamos avaliar a situação vacinal e orientar se precisará ou não fazer a vacina.

CRONOGRAMA PARA O INTERIOR DE SÃO MARCOS:

  • São Luis: dia 16 de agosto das 14h às 17h (Salão da Comunidade)
  • São Roque: dia 17 de agosto das 8h30 às 11h (Salão da Comunidade)
  • Bairro Michelon: dia 17 de agosto das 8h30 às 11h (Salão da Comunidade)
  • Pedras Brancas e São Jacó: dia 19 de agosto das 8h às 11h30 e das 12h45 às 18h45 (Posto de Saúde)
  • Tiradentes: dia 19 de agosto das 16h30 às 18h30 (Salão da Comunidade)
  • Tuiuti: dia 19 de agosto das 16h30 às 18h30 (Salão da Comunidade)
  • Marechal Deodoro: dia 20 de agosto das 18h30 às 20h (Salão da Comunidade)
  • Santo Antônio Zamober: dia 20 de agosto das 18h30 às 20h (Salão da Comunidade)
  • Riachuelo: dia 21 de agosto das 18h às 20h (Salão da Comunidade)
  • Santo Henrique: dia 22 de agosto das 18h às 20h (Salão da Comunidade)
  • Zambeccari: dia 23 de agosto das 18h às 20h (Salão da Comunidade)
  • Santana: dia 23 de agosto das 16h30 às 18h30 (Salão da Comunidade)
  • Rosita: dia 24 de agosto das 8h30 às 11h (Salão da Comunidade)
  • Edith: dia 24 de agosto das 14h às 17h (Salão da Comunidade)
  • Santo Antônio dos Polidoros: dia 26 de agosto das 18h às 20h (Salão da Comunidade)

Vacinação para a população geral

A vacina contra a febre amarela também está disponível nas Unidades Básicas de Saúde para toda a população, indicada para pessoas acima dos 9 meses e menores de 60 anos. A imunização é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. A aplicação em pessoas com mais de 60 anos só é orientada mediante avaliação e prescrição médica. O esquema vacinal é de uma dose única, que deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco (matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural).

O que é a doença?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido, no meio rural e silvestre, pelo mosquito Haemagogus. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas ou no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Também informe caso tenha observado macacos mortos próximos aos lugares visitados, assim como a situação vacinal.

Em casos graves, a pessoa infectada por febre amarela pode desenvolver algumas complicações, como febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Importância da preservação dos macacos

Na natureza, as principais vítimas da febre amarela são os macacos, que no Rio Grande do Sul são representados pelas espécies do bugio e macaco-prego. Os primatas não são responsáveis pela transmissão. Esses animais são sentinelas, já que servem como indicador da presença do vírus em determinada região. A transmissão não ocorre de animal para humano. A doença é transmitida pela picada do mosquito.

Caso a população encontre macacos mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente ao serviço de saúde do município ou do Estado. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) dispõe do telefone 150 para informações, com atendimento de segunda a sexta-feira (das 8h30 às 22h) e aos sábados, domingos e feriados (das 8h às 20h).

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