Moradores reclamam de perturbação do sossego em novo loteamento

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Vista da cidade atrai jovens em busca de diversão. Foto: Luiz Eduardo Waltrick

Conforme relatos à reportagem, som alto e gritaria costumam acontecer às sextas e sábados

No último fim de semana o São Marcos Online foi procurado por moradores da Rua Rodolfo Polidoro, que dá acesso ao Loteamento Ecoville, entre o centro e o bairro Industrial, reclamando do som alto e da “baderna” promovida por jovens que costumam frequentar o local às sextas e aos sábados, semanalmente.

O loteamento é novo e por ficar em uma região alta e com vista privilegiada, acaba atraindo os jovens, que abusam do volume e da sujeira. O local fica próximo da Associação dos Motoristas e é cercado de moradias e condomínios.

Os vizinhos relatam que já tentaram resolver o problema de diversas formas, inclusive chamando a Brigada Militar, porém o problema persiste. Eles relatam ainda que há pessoas idosas e crianças, além das pessoas que precisam levantar cedo para trabalhar.

O São Marcos Online conversou com o Tenente Mello, comandante da Brigada Militar no município.

“Realmente é um lugar em que os jovens estão se reunindo para beber e ouvir som alto , nossas viaturas tem deslocado ao local e autuado, mas já estamos organizando operações naquele loteamento, inclusive com apoio do POE de Farroupilha com finalidade de autuar os veículos com som alto e reprimir qualquer outro crime que possa estar acontecendo naquele local. Com certeza vamos intensificar a presença do policiamento”, explica o tenente.

Em contato com o engenheiro Paulo Chinelato, responsável pela execução do loteamento, a reportagem foi informada de que o Ecoville é aberto e não um condomínio fechado, encontra-se concluído e apto a receber edificações residenciais.

Entendemos que a situação é uma questão de educação pública, falta de empatia dos ocupantes

“Chegou ao no nosso conhecimento que o local está sendo utilizado por jovens, principalmente nas sextas-feiras e sábados a noite, para ouvirem música e beber. Como o local possui um belo apelo visual, com vista de grande parte da cidade, e até o momento não estar habitado, o loteamento torna-se propício para este tipo de ocupação, como ocorria a algum tempo na “Pracinha do Boff”. São os mesmos jovens, deixaram de ocupar a pracinha e migraram para este local e que em mais algum tempo migrarão para outro ponto”, apontou Paulo.

“A empresa não se opõe quanto à ocupação do local, desde que de forma racional, social e ordeira, mas é contra algazarra, cavalinhos de pau e volume alto que perturbam o sossego e o sono das pessoas de nossa sociedade. Há alguns meses atrás , a empresa disponibilizou, nas vias do citado loteamento, 3 tonéis para serem utilizados como lixeira, no entanto, os usufrutuários do local ainda preferem colocar o seu lixo diretamente espalhados pelo chão do que caminhar 10, 20 ou 30 metros para ao menos depositarem civilizadamente o seu lixo produzido, em local adequado”, acrescenta o engenheiro.

“Acrescido a isso, todas as segundas-feiras, temos um funcionário que dedica uma tarde inteira para varrer o local, recolher o lixo das lixeiras e também a grande quantidade que fica espalhado pelo chão, sobre os lotes e ruas. Para finalizar entendemos que a situação é uma questão de educação pública, falta de empatia dos ocupantes e que a força policial deverá utilizar os meios legais para coibir tais abusos.

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