Mãe reivindica acessibilidade para filha cadeirante

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Jovem sofre com falta de acesso ao comércio local. Foto: arquivo pessoal

Elas pontam falta de vagas de estacionamento exclusivas e rampas de acesso às lojas

Na última semana uma moradora do bairro Industrial procurou o São Marcos Online para denunciar a falta de acessibilidade em alguns pontos da cidade. Gabriela Susin é mãe da jovem Caroline, de 20 anos, que desde os 5 meses de idade perdeu o movimento de parte do corpo em decorrência de paralisia cerebral. A jovem depende de cadeira de rodas para se locomover.

Conforme a queixa da mãe, Caroline quer independência e gosta de sair sozinha, mas encontra dificuldades ao transitar pelo centro de São Marcos, principalmente em relação a falta de rampas em alguns pontos, como nas entradas de alguns estabelecimentos. A mãe também aponta falta de estacionamento em supermercados e lojas.

“Sempre tenho que deixar ela no carro pois acabo parando longe pela falta de estacionamento exclusivo para cadeirantes, quando conseguimos vaga perto falta rampa no local”, reclama Gabriela.

“As lojas que não tem como entrar deveriam ter rampas móveis que poderiam usar na hora que chega um cadeirante e depois tirar. Essa ideia da rampa móvel foi ideia é da Caroline, porque fomos comprar um presente de amigo secreto em dezembro e não consegui entrar com ela pra escolher. Ela se sente impotente diante da situação e até chorou nesse dia. É difícil como mãe acompanhar isso”, relata.

Conforme assessoria de imprensa da prefeitura, o departamento de trânsito da não tem dados sobre número de rampas e vagas. Ainda conforme assessoria, esta administração vem se adaptando às leis ampliando acessibilidade nos prédios públicos como o próprio centro administrativo, que recém inaugurou rampa de acessibilidade, escolas e espaços como a praça central. As obras de pavimentação novas também oferecem piso tátil e rampas nas calçadas.

Cabe destacar a Lei Federal nº 10.098 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

Se o estabelecimento privado desejar ter uma vaga exclusiva para portadores de necessidades especiais, a orientação é buscar a prefeitura. Já para oferecer acesso para dentro da loja, basta querer e usar de criatividade.

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