Influencia da infância na vida adulta

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Imagem ilustrativa

A psicologia em suas diferentes abordagens possui o consenso de que na Primeira Infância se constrói o alicerce do humano, a base onde serão fixadas todas as estruturas para a vida adulta.

Dependendo das experiências e aprendizados aos quais fomos expostos na infância, podemos nos tornar um adulto com determinadas capacidades e comportamentos. Logo o que aconteceu na nossa infância acompanha-nos pela vida inteira, cada qual com a sua própria maneira de elaborar o que viveu. Na infância, nossas vivências definem o modo como iremos nos portar ao longo da vida. Portanto se enquanto criança eu recebi críticas severas quando errava, quando adulto terei dificuldade em tomar iniciativa, pelo medo de errar e me sentir fracassado, e, consequentemente, punido.

Uma pessoa que não recebeu afeto na infância experimentará uma sensação de vazio interior que nada poderá suprir. De nada adianta muitos brinquedos se os pais não tem tempo, capacidade ou interesse em sentar com seu filho para brincar, ler uma história e dividir momentos, ter qualidade nesta interação entre criança e pais. Se pensarmos nos momentos de nossa infância que deixou mais saudades, eles estão vinculados ao afeto, à convivência com alguém, a alegria das brincadeiras e não relacionada ao ter coisas. E ao nos tornarmos adultos tentamos preencher a lacuna deixada pela falta de afeto com compras, vícios e ostentações, mas não adianta, pois o nosso desenvolvimento emocional iniciou muito cedo nas interações afetivas, na vivência dos diferentes sentimentos e emoções, no poder expressar alegrias, tristezas, raivas e medos e a ter a experiência de segurança transmitida pelos nossos cuidadores.

Cada uma das nossas experiências vividas na infância terá sua parte na escrita da nossa história. É na infância que emoções como ansiedade, medo, pânico, problemas familiares deixaram suas primeiras marcas. Precisamos perceber o impacto do passado e compreender a influência da infância na nossa vida adulta, ficando mais fácil reconhecer os padrões do nosso comportamento. Assim, inclusive, pensar em auxilio profissional para compreender comportamentos e resolver traumas.

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