I Conferência Municipal de Educação traça primeiras metas em São Marcos

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Encontro reuniu comunidade escolar no auditório municipal. Fotos: prefeitura de São Marcos

Inclusão, evasão escolar e a inserção de jovens e adultos no mercado de trabalho fazem parte do Plano Municipal de Educação

A I Conferência Municipal de Educação aconteceu na noite da última segunda-feira (25), no Auditório Municipal Joaquim Grison. O encontro, organizado pelo Fórum Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Educação (SME), atende ao Plano Nacional de Educação (PNE), de 2014, avaliado durante a conferência e que estabelece diretrizes, metas e estratégias para a educação brasileira. Estados e municípios elaboraram seus próprios planos de educação, que compreendam suas realidades, mas embasados no PNE.

Em São Marcos o Fórum Municipal de Educação foi instituído em 2016 de forma permanente, composto por representantes do poder público, sindicatos, estudantes, universidade, conselho e sociedade civil.

A partir das 20 metas do PNE foram traçadas estratégias que contemplam todos os níveis, modalidades e etapas educacionais, desde a educação infantil até a pós-graduação, além de estabelecer diretrizes para a profissão docente, a gestão democrática e o financiamento do ensino. Além disso, há estratégias específicas para a redução da desigualdade e a inclusão.

Confira as demandas e as metas traçadas no relatório preliminar de avaliação do PME

Carca de 40 participantes debateram sobre as metas do PME

Conforme o relatório, os índices nacionais confirmam que as metas pretendidas pelo plano nacional não tem se mostrado satisfatórias, o que leva os estados e municípios a intensificarem suas iniciativas para o seu cumprimento. O grupo considera que as metas, se cumpridas, podem trazer avanços expressivos para a educação no município entretanto observaram que a insuficiência de repasses do governo federal inviabiliza a realização das propostas.

Uma das necessidades elencadas é a exigência de participação dos profissionais que tenham escolhido turmas que contém alunos de inclusão nas formações continuadas, constatando a ausência de docentes em formação com esse tema específico. Ainda citam a necessidade de dispor de um profissional psicomotricista através de alguma parceria para alunos de inclusão.

Também foi pontuada a parceria entre EJA e empresas, também com o SENAI e enfatizada necessidade de abrir pelo menos mais uma turma de educação integral no município com a finalidade de atender alunos até o 9º ano.

Outra meta a ser alcançada é nomear profissionais para o funcionamento das bibliotecas escolares e a busca por recursos que melhorem o acesso a internet. A presença de psicóloga em mais horários na escola ou na impossibilidade de contratar um profissional para orientação educacional.

Foi sugerido também a parceria entre escolas municipais e empresas privadas a fim de facilitar o ingresso dos jovens no mercado de trabalho e sobre a necessidade de promover formações para os professores, a fim de estudarem estratégias que melhorem a aprendizagem dos estudantes do EJA, para que haja diminuição da evasão escolar.

Por fim, o grupo enfatizou a importância de processo eleitoral para as equipes diretivas nas escolas.

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