Geadas tardias afetam brotação em pomares da região

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Registro mostra folhas e brotos de uvas queimados pelo frio. Foto: Ivone Molin D'Agostini/redes sociais

Levantamento preliminar do Escritório da Emater em São Marcos aponta danos nos cultivos de uvas, frutas de caroço, caqui e alho

A queda brusca nas temperaturas nos últimos dias de inverno ocasionaram ocorrência de geadas levando preocupação aos produtores da Serra Gaúcha, conforme registrado nos vales e campanhas nas duas últimas noites que antecederam o equinócio de primavera.

Acontece que as geadas ocorridas em épocas, um tanto quanto tardias, como essas dos dias 21 e 22 de setembro, quando as plantas já se encontram em fase brotação, além de provocar a queima da brotação nova (dano mais visível) afeta suas funções fisiológicas, levando a mesma a uma situação de estresse que pode levar mais futuramente a uma situação de aborto de flores/frutos, bem como prejudicar seu desenvolvimento vegetativo, conforme explicou o engenheiro agrônomo Rudinei Girardello à reportagem do SMO.

Em levantamento preliminar feito até o momento pelo escritório da Emater/RS em São Marcos, em algumas culturas como a de uvas, por exemplo, há maiores danos visíveis até o momento em mudas novas mais próximas do solo, sendo algumas com danos severos. Também em alguns vinhedos, pontualmente, ocorreu queima da brotação nova,
principalmente onde se formaram bolsões de ar frio.

Já nos cultivos de pêssego e ameixa, em alguns pomares onde a geada foi mais forte, poderá ocorrer o escurecimento do caroço que está se formando, levando a posterior queda dos frutos. “Também poderemos ter o aborto de flores, já
que alguns pomares ainda se encontram em final de florescimento”, aponta o agrônomo.

Segundo Rudinei a maior preocupação são as lavouras de alho que estão em período de
diferenciação dos bulbos, onde a variação de temperatura pode favorecer o perfilhamento das plantas. “Nos pomares de caqui houve queima de algumas folhas e pode ocorrer posterior abortamento de flores e frutos” revela.

“De modo geral temos que esperar os próximos 4 ou 5 dias para ver como as plantas vão reagir e este estresse causado pelo frio e poder quantificar com maior certeza as perdas ocorridas, mas de modo geral acreditamos que os danos devido à geada não foram de grande monta, onde já tivemos anos com perdas bem maiores devido a
geadas tardias”, ponderou o extensionista da Emater.

Ele salienta que esses são dados preliminares, já que ainda estão sendo levantados dados junto aos produtores são-marquenses.

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