Galpão Crioulo Tio Carlo será reerguido

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Antigo Galpão Tio Carlo foi removido em 2013. Imagem divulgada na internet

Demolido em 2013 para dar espaço ao novo centro de eventos, espaço cultural está sendo construído no Parque Municipal Albino Ruaro

O novo ambiente ficará à disposição da comunidade e está sendo erguido ao lado da copa, localizada na parte baixa do parque, perto da cancha de laço.

“No passado tínhamos um galpão no parque, mas foi desmanchado para a construção do Centro de Eventos João Fontana; agora a intenção é substituir esse local que era muito utilizado por toda a comunidade e por entidades do nosso município. Teremos uma construção que vai fornecer melhores condições de uso para aqueles que necessitam utilizar”, justifica o prefeito Evandro Kuwer, lembrando que beneficiará eventos que já são realizados no Parque, como a Fenamarco, Semana Farroupilha, Festa do Agricultor, Rodeio, Borrachão e entre outros.

O centro será composto por uma cozinha, dois sanitários, salão e varanda, com área total de 405,56 m². O projeto foi realizado pelo arquiteto da Prefeitura, Joaquim Domingos Vanelli Neto, que acompanhará e fiscalizará a obra.

A execução da obra está sendo desempenhada pela empresa T5 Edificações LTDA, de Caxias do Sul, que venceu a licitação. “Esta obra foi prometida na abertura da Semana Farroupilha de 2018 e com muito trabalho, economia e um bom gerenciamento dos recursos públicos, conseguimos transformar em realidade. Será executada toda com recursos próprios e, entre mão de obra e materiais, o custo será de R$ 223.177,95”, detalha Kuwer. O prazo para a conclusão da construção é de dois meses.

Do homenageado

O espaço cultural homenageará o são-marquense Carlos José Michelon, mesmo nome que levava o antigo Galpão que foi retirado do Parque Albino Ruaro para construção do Centro de Eventos do município. Dono da empresa Rodoviário Michelon, “Tio Carlo” como era conhecido, foi pioneiro no transporte de cargas no município.

De acordo com os relatos do Pe. Osmar João Possamai, no livro “A História dos Caminhoneiros de São Marcos”, sua empresa tinha uma frota de mais de 400 caminhões: “Em 1973, começou a transportar para a Argentina, após para Uruguai, Paraguai, Chile, Peru e Bolívia. Passou a ser a maior empresa de Transportes na América Latina”.

O empresário também foi um grande incentivador e apoiador dos eventos do município. “Carlos José era muito caridoso e não tinha preconceito de raças, cor e status social. Ao meio-dia, no almoço, se não tivesse ninguém além da esposa, ia para a rua, e, muitas vezes, levou mendigos para que se sentassem à mesa com ele, para lhe dar hospitalidade de com eles conversar. O primeiro que encontrava era seu convidado. Que bonito!”, relatou o Pe. Osmar em seu livro.

Fonte: Livro A História dos Caminhoneiros de São Marcos/RS/2007. Autor: Pe. Osmar João Possamai.

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