Falha no transporte causa indignação de pais de alunos da rede pública municipal

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Imagem ilustrativa

Pelo menos 8 crianças foram esquecidas em parada de ônibus. Queixa também recai sobre funcionárias da escola que teriam seguido seus destinos cientes de terem deixado as crianças para trás. Populares se prontificaram em comunicar os pais e acalmar os alunos

Durante esta quinta-feira, dia 16 de maio, alguns pais de alunos da Escola Dom José Baréa, localizada na Linha Rosita, procuraram o São Marcos Online para reclamar de “negligência”, conforme eles, envolvendo o setor de transporte da Secretaria Municipal da Educação de São Marcos e funcionárias da escola.

Eles relataram à reportagem os momentos de apreensão que passaram durante o fim da tarde da quarta-feira (15), quando esperavam pelo retorno dos filhos.

Conforme os pais, as crianças (5 meninas e 3 meninos), pegam um ônibus da escola até a parada no bairro Michelon, onde pegam outro ônibus até o centro da cidade, mas no final do período naquele dia, eles teriam sido esquecidos por duas vezes. Uma pelo ônibus e outra por funcionárias da escola (que também costumam usas as mesmas linhas), quando teriam ido embora se esquecendo dos alunos da escola em que trabalham e convivem diariamente.

O São Marcos Online ouviu a Secretária Municipal da Educação Tatiane Borghetti Zulian, que informou imprevistos relacionados ao transporte naquele dia.

“Aconteceu um imprevisto com o motorista que faz essa linha e este avisou em cima da hora que estava no médico e não poderia fazer a rota, enviamos um substituto que, por não estar acostumado, se atrapalhou e não passou na parada do Michelon”, explica a secretária.

Como o ônibus não chegou, alguns alunos decidiram ir apé para casa, se arriscando, pois a ligação entre suas casas e o bairro é via BR-116, considerando também o horário, pois desde o atraso da linha até o desfecho, foram cerca de duas horas.

“Consideramos uma falta de cuidado, principalmente das funcionárias que cuidaram do seu caminho deixando as crianças na parada, sabendo que não teria ônibus”, reclama o grupo de pais.

A reportagem conversou também com o homem (estranho) que acabou ajudando os alunos que estavam desorientados. Para Paulo Everaldo Santos da Silva, de 46 anos, as crianças foram negligenciadas. O metalúrgico trabalha na região e pegaria o ônibus no local.

“Quando cheguei me deparei com 8 crianças, largadas, abandonadas na parada, sem nenhum adulto ou responsável, esperando o ônibus da escola. Falei com elas, que me explicaram e decidi, juntamente com uma senhora que também chegava na parada, em ligar para os pais, já que eles tinham os telefones na agenda”, relata Paulo.

Conforme relatos dos pais, nesse meio tempo, alguns saíram em busca dos filhos, sem saber exatamente o que teria acontecido, gerando pavor e medo. Eles também relataram que a diretora da escola, ao saber do ocorrido através de uma funcionária, foi até o local no momento em que as últimas crianças encontraram suas famílias.

“A diretora soube do ocorrido e foi até o Michelon para dar assistência, alguns pais foram avisados e foram buscar os filhos, esperamos que não se repita, mas imprevistos acontecem”, diz a secretária, lamentando o transtorno.

A secretaria informa que não há legislação municipal e o transporte escolar em São Marcos é regido pelo Decreto 54.458, de 28 de dezembro de 2018, que Regulamenta a Lei nº 12.882, de 3 de janeiro de 2008, que institui Programa Estadual de Apoio ao Transporte. O documento pode ser acessado na íntegra no seguinte endereço:
http://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/DEC%2054.458.pdf

Para o grupo de pais, o transtorno ocorrido no transporte ainda é compreensível, porém o fato de funcionárias estarem junto das crianças na parada e não terem tomado nenhuma medida, é o agravante, conforme relatado à reportagem. Cabe destacar que nenhuma da crianças sofreu algum tipo de mau, apenas dos riscos.

“Somos gratos aos estranhos que sem ter nada a ver com nossas crianças acabaram ajudando, deixando seus afazeres, o Paulo até perdeu a sua condução para ajudar, enquanto quem deveria cuidar, se não por obrigação, mas sim por coerência, acabou falhando”, finaliza um dos pais, que juntos evidenciam os fatos através da imprensa.

1 Comentário

  1. A reportagem se refere tanto as funcionárias, mas ninguém ouviu elas. Eu que estava e sou secretária fui a primeira a sair quando consegui uma carona. Mas eu mesma liguei às 17:37 para a funcionária da secretaria de educação responsável pelo transporte e esta me passou que o ônibus estava atrasado e que já iria passar. Será que essa pessoa não deveria ter ligado para o motorista e lembrado ele que precisava passar nesta parada? É fácil colocar a culpa em quem não pode se defender.

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