Estenda sua mão

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Estamos prestes a enlouquecer, por tanto segurar as lágrimas e calar nossos gritos, estamos famintos do que muito se tem falado mas pouco se tem recebido. Fome de amor, de perdão e de aceitação.

Somos tão fortes em nossas fotos e em nossas frases, porém nossa alma ofegante padece nas bengalas da realidade. Somos tão exigentes, quando na verdade precisamos de tão pouco, talvez um olhar de tolerância por nossas fraquezas nos bastaria. Mas por não sabermos ao certo o que nos rouba a paz, agimos desordenados errando como crianças a pedir atenção, admitir que não importa o quanto os anos passem, aquela criança que fomos sempre irá estar em algum lugar dentro de nós, e hora ou outra aquilo que a fez chorar irá nos assombrar ainda que estejamos grisalhos. Essa admissão nos alivia do dever de sermos sempre maduros, aliás, quem você conhece que não seja imaturo hora ou outra? Ninguém eu sei. Mas então, porque se culpa tanto quando age imaturamente?

Crianças só precisam de uma mão para se sentirem seguras, somos crianças com medo da vida, a procura de uma mão para que possamos segurar quando a vida vem nos açoitar. “Me de sua mão, não pode me levar no colo por muito tempo, mas pode seguir comigo de mãos dadas por toda vida, não pode me impedir de chorar mas pode enxugar a lágrima que me embaça a visão, não pode me impedir de cair, mas pode me apoiar para levantar, não pode falar o que quero ouvir sempre, mas pode me escutar.
Venha me dê a mão, pois nem um home é uma ilha.”

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