Entidades sindicais, profissionais do setor e lideranças políticas se posicionam contra a Reforma da Previdência Social

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Grupo prevê audiência pública e panfletagem alertando população sobre os perigos da reforma. Foto: Angelo Batecini/SMO

Grupo pretende mobilizar a população a dizer não à proposta que “praticamente acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras” em defesa da Previdência Social Pública e contra o fim da aposentadoria

Reunião entre sindicatos, advogados e políticos contrários à Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro deu início a mobilização local. O grupo se encontrou na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Marcos na manhã desta quinta-feira, dia 28 de fevereiro.

O governo enviou ao Congresso na semana passada a proposta de Reforma da Previdência com pontos considerados muito duros por boa parte dos parlamentares, que já querem mudanças.

Conforme foi discutido pelo grupo, o objetivo da mobilização é manter a unidade dos trabalhadores do setor público e privado, do campo e da cidade, “porque essa proposta de reforma nada mais é do que o fim do direito à aposentadoria de todos nós” destacam as lideranças.

“O caminho é continuar a construir a luta de resistência e impedir o avanço dessa proposta” dizem as lideranças sindicais que estiveram presentes no encontro. Pelo Brasil, movimentos trabalhistas vem ganhando corpo e acontecem manifestações contrárias à proposta do governo.

Profissionais do setor previdenciário alertam para a tentativa do governo de manipular a população instigando a confusão para que de fato os trabalhadores não entendam os malefícios da reforma.

A ideia, após este encontro, é que se intensifique a mobilização e o diálogo com as bases e com a população em geral sobre o que está em jogo com a ameaça de Reforma da Previdência, destacando que a possibilidade dos trabalhadores se aposentarem com uma certa dignidade vem sofrendo sucessivos ataques desde a gestão Michel Temer.

Participaram da reunião desta quinta-feira as seguintes lideranças:

Salete Soldatelli, professora e que esteve representando o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Marcos, Luciano Plínio Moraes; Sandra Meneguzzo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Luiz Martins dos Santos, do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviários; Maria Ivana Miotto Polo, vereadora do MDB; José Airton Muller, vereador do PSB; Juliano de Castilhos, do Sindicato dos Metalúrgicos; Cleber Cichin, do Sindicato dos Comerciários e as profissionais Greice Winnie Mello e Daiane Fogaça da Luz, advogadas especialistas em Direito Previdenciário.

UNIFICAÇÃO – Em 28 de abril 2017, as centrais sindicais realizaram uma histórica greve geral contra a reforma da Previdência proposta pelo então presidente Temer. Foram mais de 40 milhões que cruzaram os braços para protestar contra o fim da aposentadoria e também lutar por uma Previdência Social pública, universal, com valorização real que ampliasse a proteção social aos que mais necessitam.

Depois da greve geral, novas manifestações ocorreram, como o Ocupe Brasília, em 24 de maio daquele ano. Nessa manifestação, mais de 150 mil pessoas marcharam na Esplanada dos Ministérios contra os ataques aos direitos dos trabalhadores. A pressão das manifestações, tanto na capital do país quanto nos estados, conseguiu parar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287. Atualmente, a PEC 287 aguarda votação em Comissão Especial na Câmara dos Deputados.

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