Em tempo de pandemia, Brigada Militar cria Patrulha Maria da Penha online

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soldado Cristiane Gugel, que possui curso de especialização e está trabalhando em home office - Foto: Divulgação 36BPM

O atendimento online/home office, atende uma série de orientações e restrições, ao convívio social, para não interromper as visitas e acompanhamento a estas mulheres e também não propagar o coronavírus

Seguindo as orientações de manter o distanciamento social, a Brigada Militar reorganizou a Patrulha Maria da Penha para atuar a distância e assim manter o apoio as mulheres vítimas de violência. A Guarnição Policial Militar é capacitada para executar ações do Programa de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar, através de visitas regulares em dias e horários diversos às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

A Patrulha conta com oito policiais militares, em Farroupilha, qualificados para esta função e realizará suas ações a partir do deferimento da medida protetiva de urgência pelo Poder Judiciário.

“Temos montado um roteiro de visitas onde a quantidade irá variar de acordo com a gravidade do caso e do tempo de vigência da medida protetiva de urgência, podendo ser encerrada ou adiada conforme avaliação dos patrulheiros. A visita será feita com a máxima discrição possível, de forma a evitar constrangimento desnecessário perante vizinhos e familiares.” explica o major Juliano Amaral, subcomandante do 36º BPM.

A Patrulha Maria da Penha será composta por 02 (dois) policiais militares, sendo um deles preferencialmente do sexo feminino.

“Nosso objetivo além de aproximação da comunidade é proporcionar mais um serviço de proteção, e acolhimento, inclusive a Lei Maria da Penha propõe disponibilizar uma Rede de Proteção envolvendo vários órgãos (Ministério Público, Judiciário, Brigada Militar, Executivo Municipal e voluntários).” acrescenta o major

A Coordenadoria da Mulher, hoje localizada junto ao CEAC – Centro de Atendimento ao Cidadão, já desenvolve um trabalho de assessoramento, assistência e apoio ás mulheres, integrando a rede dos serviços de atendimento envolvendo todas as políticas sociais públicas, bem como instituições privadas, com o intuito de proporcionar as mulheres vítimas de violência, risco e vulnerabilidade social, um acolhimento, bem como trabalhar a prevenção e combate à violência contra as mulheres.

Desde o início dos atendimentos, no mês de setembro de 2018, foram contempladas com a medida, 138 mulheres, vítimas e com iminência de risco de vida.

O atendimento ‘on line/home office’, atendendo uma série de orientações e restrições, ao convívio social, para não interromper as visitas e acompanhamento a estas mulheres, está implantando o trabalho na modalidade ‘on line/home office’, onde através de um telefone celular funcional, com internet, está estabelecendo um grupo de Whatsapp, com a denominação ‘VOCÊ SEGURA!’. Todas as mulheres atendidas pelo programa, estão cadastradas nesse grupo, porém, somente o administrador poderá incluir postagens e mensagens, com isto, não teremos a leitura de alguma participante de um problema que outra vítima possa estar passando, e assim, agilizaremos a devida providência a qual seja necessária, até mesmo demandar imediatamente a Patrulha constituída até o endereço da vítima.

“Aproveitando o grupo constituído, podemos estar repassando orientações, dicas, cuidados e mensagens a todas participantes ao mesmo tempo, pois entendemos que o problema, dúvida ou dificuldades de uma pode ser a de várias. Também faremos Vídeos Chamadas, para as mulheres atendidas, justamente para podermos avaliar o ambiente, se estão seguras, quem são as pessoas que estão com ela na casa, entre outras informações. Ao caso de suspeita ou não convencimento dos integrantes da Patrulha, será destinada a visita presencial para verificação.”

Ainda fará parte deste grupo, a Psicóloga Maikele Dias, que atua voluntariamente junto a Coordenadoria da Mulher, de Farroupilha, e já desenvolve um trabalho de acolhimento e fortalecimento deste grupo de mulheres. Com este trabalho, manteremos o contato permanente com as mulheres, as quais podem contar sempre com os serviços da BRIGADA MILITAR.

Outras informações:

Algumas mulheres que por ventura não tenham telefone celular ou internet para este trabalho, continuarão contando com a visita presencial da patrulha.

O trabalho ‘on line/home office’ será realizado pela Soldado Cristiane Gugel, chefe do nosso setor de operações e treinamento do 36º BPM, a qual entre outras atividades é qualificada com o curso Patrulha Maria da Penha. A coordenação dos trabalhos fica sob responsabilidade do Major Juliano, Patrulheiro Maria da Penha e Sub Comandante do 36 BPM.

*O número do telefone e whatsapp utilizado pela Patrulha Maria da Penha, não será divulgado, pois lembramos, que será para as mulheres atendidas, em situação de risco, monitoradas pelas medidas protetivas do programa.

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