Dinheiro é sinônimo de felicidade?

0
155

O dinheiro proporciona sim questões como segurança, benefícios, facilidades e confortos, que são aspectos que estão com frequência associados a níveis mais altos de satisfação e felicidade, mas não é o fim em si

Você já deve ter se questionado com essa pergunta. A resposta, de uma forma bastante direta e simples é, “não”. Dinheiro por si só, não é sinônimo de felicidade. Se fosse, não existiriam pessoas com grandes patrimônios financeiros sofrendo por questões emocionais. O dinheiro proporciona sim questões como segurança, benefícios, facilidades e confortos, que são aspectos que estão com frequência associados a níveis mais altos de satisfação e felicidade, mas não é o fim em si. Pesquisas mostram que o segredo não é ter dinheiro ou uma quantidade exponencial dele; a felicidade se encontra na verdade em como utilizamos esse dinheiro que adquirimos por meio de nossos esforços. Neste sentido, o dinheiro não é felicidade, mas pode ajudar à “comprar” a felicidade.

Vou explicar:
Foi realizada uma pesquisa a partir do seguinte questionamento:

Se você tivesse à sua disposição uma pequena quantia de dinheiro para gastar ao seu inteiro dispor, qual opção você escolheria?
OPÇÃO 1: Gastaria o dinheiro com bens materiais, como roupas novas, móveis novos ou um novo carro.
OPÇÃO 2: Gastaria dinheiro com uma experiência pessoal e sozinho(a), como ir ao cinema ou fazer uma massagem.
OPÇÃO 3: Gastaria o dinheiro em uma experiência compartilhada, como um jantar com seu parceiro(a) ou um evento com um amigo.

O resultado encontrado em quatro estudos foi que a opção mais escolhida e que mais apresentava potencial para aumentar a felicidade (quando se inseria apenas questão financeira nesta avaliação) era a “opção 3”, isto porque, as descobertas apontaram para o fato de que incluir outras pessoas em nossas experiências pessoais e compartilhar momentos com pessoas significativas quando se trata de gastar um dinheiro extra, aumentaria as chances de se atingir maior bem-estar. Isso apenas confirma que como seres humanos e sociais, precisamos de vínculos para alcançar uma vida saudável emocionalmente.

Com base nisso, dentro das possibilidades e com maturidade e inteligência financeira, cuide de si mesmo(a), adquira os bens que precisa e deseja, utilize o dinheiro à seu favor – mas não perca sua saúde o perseguindo, para em um futuro não muito distante, gastá-lo procurando recuperar a saúde perdida. Antes de qualquer coisa, avalie a forma como esse dinheiro pode contribuir para a sua felicidade e bem-estar. Escolha alguém especial que você gostaria de passar mais tempo junto e elabore uma experiência compartilhada com essa pessoa. Invista se dinheiro em experiências e permita que ele te conecte àquilo que te mantém realmente vivo.

Observação: falei de como associar dinheiro e felicidade, mas não esqueçam, que dá para ter experiências compartilhadas sem que para isso seja necessário dinheiro – as vezes só precisa de qualidade de tempo (mas isso é assunto para outro texto).

Ótima reflexão!

Deixe uma resposta

Por favor, digite seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui