De geração em geração

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Imagem ilustrativa

A família passou a ser composta por diversos arranjos familiares: monoparentais, reconstituídas ou recompostas, homoparentais… além do modelo nuclear. Em comum todas possuem os laços de afeto que se formam entre as pessoas que se relacionam

Nas trocas familiares ocorre a passagem de conteúdos de geração a geração, cada membro desempenha um papel especifico neste roteiro familiar. A consanguinidade não é fator determinante dessa transmissão. A importância da transmissão e do lugar da família como modelo identificatório na construção de VALORES, IDEAIS E EXPECTATIVAS do ser humano se mantem nas novas formações familiares da atualidade.

  • O que ser repete na sua família de geração em geração?
  • O desejo desta profissão é seu ou dos seus pais?
  • Será que sou como minha mãe diz, igualzinho meu avô?
  • Sou assim ou ajo assim porque é isto que minha família espera de mim?

Se observarmos as histórias de cada membro de uma família, encontraremos semelhanças essenciais e objetivos comuns. Parece que cada indivíduo é um capítulo de uma história maior, que está sendo escrita ao longo de diferentes gerações.

É na família que o indivíduo se constitui sujeito, onde os conteúdos psíquicos dos filhos estarão assinalados pelo dos pais, avós, bisavós….

Esses são herdeiros de experiências ancestrais que tanto enriquecem como aprisionam a uma história que não lhes pertence.

Eis que surgem os sintomas psiquicos.Cabe identificar o legado familiar a ser gerenciado e, possivelmente transformado, sendo que já pode estar gerando sofrimento pela repetição patológica. Os descendentes de alguém que sofreu um trauma não tratado suportam o peso dessa falta de resolução. As influências que cruzam gerações atuam poderosamente na vida dos membros da família e, por estes não serem capaz de percebê-las, não conseguem elaborá-las. Estas influências referem-se aos mandatos transgeracionais, os silêncios, pontos cegos, segredos e tabus que influenciam as relações familiares gerando perturbações como efeito dessa herança.

É preciso absorver o legado positivo pois assegura a sobrevivência humana, mas tambem ser capaz de identificar os negativos e reelabora-los atraves da psicoterapia.

Podemos reconquistar nossa liberdade e sair da repetição, ao compreender o que acontece, ao distinguir esse legado no seu contexto e na sua complexidade. Podemos enfim viver “nossa” vida e não a de nossos pais ou avós. Por isso saber de onde viemos, quem são essas pessoas não conhecemos, mas que são a raiz de quem somos é um caminho para descobrirmos nossa própria essencia.

“Aquilo que herdaste de teus pais, conquista-o para fazê-lo teu”. Goethe, Fausto

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