Coronavírus: na capital do caminhoneiro, motoristas ficam sem atendimento no hospital

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Hospital deveria prestar atendimento aos finais de semana. Imagem: internet

“Nem dormi em casa por causa desse teste e nem atendidos fomos” reclama caminhoneiro neste domingo (24)

Na manhã deste domingo o São Marcos Online foi procurado por um grupo de motoristas demonstrando insatisfação com o atendimento no Hospital São João Bosco, em São Marcos. Conforme os relatos, dois profissionais da estrada chegaram juntos, por volta das 7h30 deste domingo (24), ao pronto socorro do hospital seguindo orientação dos órgão de saúde.

Conforme o profissional da estrada, Adão Castilhos da Silva, de 59 anos, que falou com a reportagem do SMO logo após o ocorrido, ele e um colega de profissão foram abordados na calçada em frente ao ambulatório e de imediato informados da falta de material para realização do teste rápido. Os testes são aplicados apenas em pessoas que apresentem sintomas, porém, conforme protocolo deve ser aplicado questionário aos motoristas que chegam de viagem, como forma de triagem, o que não aconteceu segundo disse Adão.

“Chegamos hoje de manhã no hospital, às 7h30 e já disseram diretamente que não tinha material, mas nem a febre mediram, fomos atendidos na calçada e nem chegamos a entrar no pronto socorro”, relatou indignado.

O hospital conta com sala específica para triagem durante a pandemia e aos finais de semana, quando o centro de triagem da Secretaria Municipal da Saúde, no bairro Francisco Doncatto está fechado, deveria atender.

Conforme campanha nas redes sociais, a orientação é para que os motoristas se dirijam diretamente, ou ao centro de triagem no Tapejara ou ao hospital nos fins de semana, para aplicação de questionário e se preciso, aplicação do teste.

O São Marcos Online tentou contato com a direção do Hospital São João Bosco e com a Secretaria da Saúde ainda neste domingo. Apenas o órgão público retornou à reportagem. Conforme explica Cristiane Castilhos, secretária municipal, os testes não são aplicados em todos que buscam atendimento seguindo alguns critérios.

“Primeiramente é feita uma avaliação mediante questionário, para saber por quais cidades o motorista passou, com quem teve contato, para saber se teve contato com contaminados. O questionário é aplicado para todos e vemos se é necessário fazer o teste”, esclareceu a secretária.

Ainda conforme relatou Adão, não houve qualquer registro ou exame prévio. “Perguntaram só se a gente tinha algum sintoma, não mediram a febre nem pegaram nomes. Nos mandaram procurar a triagem no Tapejara durante a semana”, reforçou o motorista.

O motorista relatou ainda que chegou à Serra ainda na noite de sábado, mas optou por dormir no caminhão, na cidade vizinha de Campestre da Serra, a fim de evitar contato com amigos e familiares.

“Então nem adianta anunciar nas redes sociais e fazer campanha pra buscar atendimento a qualquer hora, dizem que o motorista que traz a doença e acontece isso”, reclamou.

A secretária da saúde informa que para realização do teste rápido é preciso determinado tempo de contaminação para que se tenha certeza do resultado, para que não haja falsos casos de testes negativos, um dos motivos pelo qual não é aplicado imediatamente. Mesmo assim, a aplicação do questionário e o acompanhamento dos que passam pela triagem é fundamental e conforme a secretária deve ser feito em todos que busquem atendimento, seja no centro de triagem do município ou diretamente no hospital.

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