Como formar um aluno/jovem protagonista da sua própria história?

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Alguns não conseguem agir com criticidade e não desenvolveram ainda resiliência nas adversidades. São meros “atores” figurantes de suas vidas

As mudanças trazidas como o passar dos anos estão atingindo várias áreas na nossa vida: trabalho, família, comportamentos, educação etc. E como pais e/ou professores devemos carregar dentro de nós a mesma inquietação que Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, trouxe dentro de si no que se refere a Educação, na qual buscava promover algo capaz de disseminar o pensamento crítico, uma educação que transmita não só informações do mundo que estamos, mas também sobre o mundo que somos que é um universo muito maior que o físico.

Atualmente a racionalidade desequilibrada forma jovens com diplomas nas mãos, mas que não sabem ou não saberão o que fazer com suas crises, calúnias, críticas, fobias, angustias, culpas. Vivem em uma sociedade democrática, mas não são livres. (CURY, 2015) Alguns não conseguem agir com criticidade e não desenvolveram ainda resiliência nas adversidades. São meros “atores” figurantes de suas vidas.

Para prevenir o desenvolvimento de jovens inconsequentes, passivos ao que o cerca, os pais e/ou professores devem evitar o excesso de ‘sombra’ como podemos afirmar no seguinte pensamento de Augusto Cury, psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor: “No início da vida, a proteção e o cuidado dos pais e dos professores são fundamentais para a sobrevivência. Mas, com o passar do tempo, o excesso de ‘sombra” impedirá o contato com as intempéries da vida, retraindo o crescimento e a resiliência, impedindo a capacidade de utilizar as ferramentas para trabalhar suas crises, lágrimas, perdas. Os herdeiros se formam à sombra dos seus educadores, enquanto os sucessores são forjados no sol das dificuldades. ”(CURY, 2015, p.61)

Ao ensinarmos devemos trabalhar também com a ética e outros valores, não cabe fazer separações: “De separar prática de teoria, autoridade de liberdade, ignorância de saber, respeito ao professor de respeito aos alunos, ensinar de aprender. Nenhum destes termos pode ser mecanicistamente separado, um do outro. Como professor, tanto lido com minha liberdade quanto com minha autoridade em exercício, mas também diretamente com a liberdade dos educandos, que devo respeitar, e com a criação de sua autonomia bem como com os ensaios de construção da autoridade dos educandos.”(FREIRE,1996,p.49)

Além disso, o jovem deve ser orientado a lidar com seus erros como um caminho de aprendizagem sem ficar paralisado com o sentimento de culpa, fracasso. Nesse momento cabe ao educador/pai julgar menos e apostar mais, desaprovar menos e acreditar mais no potencial do filho e/ou aluno.

Educar é amar, formar, ensinar valores, reinventar e influenciar os jovens em um processo inteligente e crítico. Investir na construção da excelência emocional e profissional farão humanos protagonistas capazes de corrigir não o passado, porém o futuro através de ferramentas efetivas no presente.

Valéria Sandri

Licenciada em Letras com dupla habilitação Português e Inglês

Pós graduada em Psicopedagogia

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