Censo vacinal da febre amarela encerra hoje no Bela Vista e Polidoros

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Com foco nas comunidades do interior, censo encerra hoje. Foto: Paola Paim Vedovelli/prefeitura

Desde 16 de agosto, levantamento foi feito em 14 comunidades do Interior, incluindo o distrito de Pedras Brancas e hoje encerra no bairro Bela Vista e comunidade de Stº Antônio dos Polidoros

A ação atende orientação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) visando censo vacinal de febre amarela nas áreas rurais. O trabalho compreende a visitação para o levantamento da situação vacinal dessa população e imunização das que ainda não tomaram a dose. No Rio Grande do Sul, cerca de 1,6 milhão de pessoas vivem em áreas rurais, que são os locais mais propensos para a reintrodução do vírus depois de mais de uma década.

A medida foi adotada frente à situação da febre amarela no país, que em Santa Catarina já registrou dois óbitos, nos municípios de Joinville e Itaiópolis. Esse segundo, ocorrido no final de junho. No resto do Brasil, foram outras 13 mortes e 80 casos. Atualmente, o país passa pelo maior surto da doença na história.

Em São Marcos, 14 localidade já receberam a visita dos agentes de saúde desde o dia 16 de agosto, e hoje mais duas localidades recebem atuação dos profissionais da Secretaria Municipal, fechando o ciclo no interior do município.

No bairro Bela Vista, o censo será realizado na Igreja da comunidade a partir das 16h30. Já na comunidade de Stº Antônio dos Polidoros as ações iniciam às 18h no salão da comunidade.

Vacinação para a população geral

A vacina contra a febre amarela também está disponível nas Unidades Básicas de Saúde para toda a população, indicada para pessoas acima dos 9 meses e menores de 60 anos. A imunização é a principal ferramenta de prevenção e controle da febre amarela. A aplicação em pessoas com mais de 60 anos só é orientada mediante avaliação e prescrição médica. O esquema vacinal é de uma dose única, que deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de risco (matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural).

O que é a doença?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido, no meio rural e silvestre, pelo mosquito Haemagogus. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. A febre amarela tem importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem: início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas ou no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas. Também informe caso tenha observado macacos mortos próximos aos lugares visitados, assim como a situação vacinal.

Em casos graves, a pessoa infectada por febre amarela pode desenvolver algumas complicações, como febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Importância da preservação dos macacos

Na natureza, as principais vítimas da febre amarela são os macacos, que no Rio Grande do Sul são representados pelas espécies do bugio e macaco-prego. Os primatas não são responsáveis pela transmissão. Esses animais são sentinelas, já que servem como indicador da presença do vírus em determinada região. A transmissão não ocorre de animal para humano. A doença é transmitida pela picada do mosquito.

Caso a população encontre macacos mortos ou doentes, deve informar o mais rapidamente ao serviço de saúde do município ou do Estado. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) dispõe do telefone 150 para informações, com atendimento de segunda a sexta-feira (das 8h30 às 22h) e aos sábados, domingos e feriados (das 8h às 20h).

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