Após 5 meses de estiagem, barragem de São Marcos está a 3,4 metros da capacidade máxima

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Foto: André Viana, enviada ao SMO

Chuvas de maio e consumo consciente deverão salvar município de racionamento. Em Campestre o abastecimento está normal

Conforme dados divulgados pela gerência da Corsan de São Marcos, que também atende Campestre da Serra, os municípios não sofrem riscos de racionamento, considerando precipitações previstas para os próximos dias, que deverão atenuar os níveis dos reservatórios. No entanto, é preciso uso consciente da água evitando desperdícios, é o que pede André Viana, gerente da Corsan.

“Em Campestre da Serra o abastecimento se dá por poço artesiano, que está com nível normal, portanto sem problemas no abastecimento. Já em São Marcos, após cinco meses de estiagem estamos com a barragem a 2,6 m abaixo do nível normal ou 3,4 m da capacidade máxima”, revelou Viana ao São Marcos Online.

Conforme o gerente, por ser antiga e devido ao alteamento ocorrido, não se tem exatamente qual a capacidade máxima em volume de água. Ele informa que os níveis baixos implicam em cuidados, mas ainda não representam perigo de racionamento.

“Um racionamento em São Marcos pode deixar alguns lugares até 72h sem água, então será a última providência a ser tomada. Reforçamos sempre os cuidados com o consumo, pedimos pra população evitar desperdícios nesse momento”, diz.

Viana destaca que paralelo à economia gerada pela população, a Corsan vem trabalhando no sentido de combater vazamentos invisíveis com equipe local e apoio da regional com equipe especializada, minimizando os impactos da seca.

“Outras variáveis que interferem são as precipitações que alteram rapidamente o nível do Rio Ranchinho, possibilitando o bombeamento de água para a barragem durante as 24h do dia, também a questão do consumo, que é menor em dias frios”, considera o gerente da Corsan com a aproximação do inverno.

A Corsan considera que São Marcos está bem em termos de reservas de água, em relação aos mais de 300 municípios que já decretaram estado de calamidade devido a estiagem no Estado, e aposta nas chuvas de maio.

“Aponta para o fim da próxima semana um volume de 10 a 20 milímetros de chuva, que deverão amenizar um pouco a situação, isso com a chegada de dias mais frios ajudam a manter os níveis nos reservatórios da serra”, finaliza o gerente.

A longo prazo, estão previstas para a segunda quinzena de maio uma precipitação mais volumosa de água, considerada acima da média conforme preveem meteorologistas, esta sim sendo considerada mais expressiva.

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