O processo de desenvolvimento infantil se realiza nas interações, que objetivam não só a satisfação das necessidades básicas, como também a construção de novas relações sociais, com o predomínio da emoção sobre as demais atividades

A afetividade exerce um papel fundamental na educação infantil, pois além de influenciar decisivamente a percepção, a memória, o pensamento, a vontade e as ações, ela é um componente essencial da harmonia e do equilíbrio da personalidade humana.

O processo de desenvolvimento infantil se realiza nas interações, que objetivam não só a satisfação das necessidades básicas, como também a construção de novas relações sociais, com o predomínio da emoção sobre as demais atividades. O professor por sua vez deve aprender a lidar com o estado emotivo da criança para melhor poder estimular seu crescimento individual.

No âmbito da educação infantil, a relação da professora com o grupo de alunos e com cada um em particular é constante, dá-se o tempo todo, na sala, no pátio ou nos passeios, e é em função dessa proximidade afetiva que ocorre a interação com os objetos e a construção de um conhecimento altamente envolvente.

A escola, por ser o primeiro agente socializador fora do círculo familiar da criança, torna-se a base da aprendizagem se oferecer todas as condições necessárias para que ela se sinta segura e protegida. Portanto, não nos restam dúvidas de que se torna imprescindível à presença de um educador que tenha consciência de sua importância não apenas como um mero reprodutor da realidade vigente, mas sim como um agente transformador, com uma visão sócio crítica da realidade.

A criança, ao entrar na escola pela primeira vez, precisa ser muito bem recebida, por que nessa ocasião dá-se um rompimento de sua vida familiar para iniciar-se uma nova experiência, e esta deverá ser agradável, para que haja um reforço da situação.

A todo o momento a escola recebe crianças com autoestima baixa, tristeza, dificuldades em aprender ou em se entrosar com os coleguinhas e as rotulamos de complicadas, sem limites ou sem educação e não nos colocamos diante delas a seu favor, não compactuamos e nem nos aliamos a elas, não as tocamos e muito menos conseguimos entender o verdadeiro motivo que as deixou assim, mas quando a criança nota que a professora gosta dela, apresentando certas qualidades como paciência, dedicação, vontade de ajudar e atitude democrática, a aprendizagem torna-se mais facilitada, ao perceber os gostos da criança, a professora deve aproveitar ao máximo suas aptidões e estimulá-la para o ensino. Ao contrário, o autoritarismo, inimizade e desinteresse podem levar o aluno a perder a motivação e o interesse por aprender, já que estes sentimentos são consequentes da antipatia por parte dos alunos, que, por fim, associarão a professora à disciplina, e reagirão negativamente a ambos.

Crianças pequenas, por exemplo, querem interagir com os objetos manipulando-os com todo o seu corpo, não só com as mãos, pois esta é uma necessidade natural do seu desenvolvimento. É preciso que se esteja atento, também, que na idade pré-escolar, assim como na primeira infância, os sentimentos imperam em todos os aspectos da vida da criança, dando cor e expressividade a essa vida.

A criança não sabe dominar suas paixões, portanto a exteriorização dos sentimentos é muito mais sincera e involuntária do que no adulto, a criança extrai suas vivências principalmente do contato com outras pessoas, adultos ou crianças. Se os que

a rodeiam a tratam com carinho, reconhecem seus direitos e se mostram atenciosos, a criança experimenta um bem-estar emocional, um sentimento de segurança, de estar protegida. O bem-estar emocional ajuda o desenvolvimento normal da personalidade da criança e a formação de qualidades que a tornam positiva, fazendo-a mostrar-se benevolente com outras pessoas.

Quando ocorrem explosões de raiva, o professor precisa ter muita habilidade. Para tanto, faz-se necessário manter um diálogo com a criança, em que se possa perceber o que está acontecendo, usando tanto o silêncio quanto o corpo, compartilhando com os demais da classe os sentimentos que estão sendo evidenciados.

Nenhuma criança deve ter a percepção de ser perseguida ou amada em demasia. É preciso observar, neste sentido, que a opinião de cada criança tem o mesmo respeito e valor, sem ressaltar o feito de alguma criança ou compará-la com outra, nem salientar diferenças entre meninos e meninas em brincadeiras e jogos, pois isto seria prejudicial ao desenvolvimento afetivo sadio. A escola, por sua vez, facilita o papel da educação nos tempos atuais, buscando tornar pessoas plenas, priorizando o ser e não o ter, levando o aluno a ser crítico e a construir o seu próprio caminho.

Morgana Bombana Susin

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