A Importância da Autoestima no Processo da Aprendizagem

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A aprendizagem é algo constante em nossa vida. É um processo que começa com o nascimento e continua de uma forma ou outra durante toda a nossa existência.

Drouet (2003, p.08) nos diz que “a aprendizagem é um processo acumulativo, ou seja, cada nova aprendizagem vai se juntar ao repertório de conhecimentos e de experiências que o indivíduo já possui indo constituir sua bagagem cultural”. Temos que considerar que a aprendizagem se dá também quando aprendemos a ter atitudes em relação a nós mesmos e aos outros; aprendemos a ser o tipo de pessoa que realmente somos. Em hipótese alguma podemos esquecer que a aprendizagem é gradual, isto é, vamos aprendendo pouco a pouco, durante toda a nossa vida.

Inúmeros fatores influenciam neste processo, entre os quais destaco nesse momento a autoestima que juntamente com o amor-próprio são a base para o ser humano.

Podemos nos referir a autoestima como a confiança básica que cada um tem (ou não) em si. Ela começa a se formar na infância, a partir de como as outras pessoas nos tratam, ou seja, as experiências do passado exercerão influência significativa na autoestima quando adultos. Perde-se a autoestima quando se passa por muitas decepções, frustrações, em situações de perda, ou quando não se é reconhecido por nada que faz.

Quando falamos do processo de aprendizagem escolar, temos que a ter a consciência de que a autoestima é um dos fatores primordiais para o sucesso do mesmo. Prontamente, a aprendizagem humana não é um ato mecânico, logo, envolve aspectos cognitivos, emotivos e sociais, constituindo uma dinâmica que acontece de modo gradativo. O processo ensino-aprendizagem tem sido historicamente caracterizado de formas diferentes, que vão desde a ênfase no papel do professor como transmissor do conhecimento, até as concepções atuais que concebem o processo de ensino-aprendizagem como um todo integrado, que destaca o papel do educando.

No ambiente escolar, desde a educação infantil, estamos presenciando sinais de ocorrência da baixa autoestima e dificuldades de aprendizagem apresentados pelos alunos, como desânimo, desmotivação, desinteresse pelas aulas e atividades, notas baixas, cansaço, dificuldade de convivência, complexo de inferioridade, tristeza, sentimento de culpa, agressividade e timidez.

Percebe-se a tristeza no olhar e a falta de confiança em si mesma em uma criança que sente-se inferior aos colegas, seja pela questão de higiene, pelas questões materiais como roupas, brinquedos e afins… Seja pela timidez, pelas brincadeiras ou apelidos que tocam em suas fraquezas, em suas feridas…. Muitas vezes pelas situações vividas no contexto familiar que refletem diretamente e de forma evidente na sua autoestima.

Uma criança que não confia em si mesma, que não se ama, que não se sente amada, enxergada e valorizada vai ter muita dificuldade em aprender, em expressar suas emoções… Vai sofrer e carregar consigo memórias que influenciarão em sua vida durante toda sua existência.

Família e escola precisam formar uma grande parceria e de forma efetiva contribuir para que a criança adquira confiança para assumir riscos, estimulá-la a superar desafios e dificuldades, resolver situações de conflitos. Precisamos aprender a elogiar a criança pelos seus acertos e ajudá-la a se sentir mais segura nos momentos de fracasso e dificuldades, desafiando-a e encorajando-a a enfrentar e superar situações difíceis. Devemos ser verdadeiros e mostrar a elas que errar é da natureza humana, que nós adultos também falhamos, que ninguém é perfeito, que todos estamos diariamente aprendendo, acertando e errando, buscando se melhorar. Precisamos estimular nossas crianças a sonhar, a acreditar em seu potencial e em sua capacidade.

Como conhecedores que somos de que a autoestima influencia em tudo que fazemos, pois é o resultado de tudo o que acreditamos ser, que tenhamos a capacidade de verdadeiramente contribuir no fortalecimento da autoestima de nossas crianças. Que possamos levá-las a compreensão de que o Ser é o essencial, o fundamental, e que amamos a cada uma, com seu jeitinho próprio, com suas características tão peculiares, com toda sua essência, com sua maneira única e especial de ser.

Professora: Fabiana Dutra de Oliveira

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