80 anos da Escola João Pilati será comemorado com almoço neste domingo (28)

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Evento será realizado no CTG Pousada dos Tropeiros; localizado em Criúva. Os ingressos custam R$ 30 para adultos e R$15 para crianças de 7 a 12 anos

Fundado em 1939 como Grupo Escolar Osvaldo Aranha, a atual Escola João Pilati já enfrentou muitos desafios nos seus 80 anos de existência. Desde a Evasão escolar em 1973 e a criação do Supletivo em 1974 com o objetivo de trazer os alunos de volta para a sala de aula, até um incêndio em 1998 que consumiu todo o antigo prédio de madeira da instituição.

Atualmente os desafios são outros, mas a persistência e o orgulho da equipe em trabalhar na João Pilati, permanecem os mesmos. São 80 anos lutando pelo ensino no pequeno distrito de Criúva.

No intuito de comemorar os 80 anos de fundação, será realizado neste domingo, dia 28 de julho, um almoço de confraternização. Os ingressos custam R$ 30 para adultos e R$ 15 para crianças de 7 a 12 anos e podem ser adquiridos na escola ou com os professores. O cardápio será tortéi, carne de porco, galeto, maionese, salada pão e vinho.

O objetivo da confraternização é reunir, ex-alunos, ex-funcionários, ex-professores e ex-diretores com a atual geração da escola. O evento também é aberto ao restante da comunidade e será realizado no CTG Pousada dos Tropeiros.

Mas informações e reservas de ingressos: 54 3267-8072 ou 3267-8177

HISTÓRICO ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO JOÃO PILATI

Criado pelo decreto nº 7675 de 07/01/1939, publicado no diário oficial, na mesma data, o então grupo escolar Osvaldo Aranha inicia suas atividades educacionais.

Permaneceu com essa denominação até meados de julho do mesmo quando então recebeu a nova designação: “Grupo Escolar de Criúva”. Nessa época, faziam parte do corpo docente: Ivete Rath Oliveira, primeira diretora, Julieta Neves e Maria Menayde Machado, auxiliares de ensino. Mais tarde, Maria assume a direção de 08/11/1939 até 08/11/1942, e de 14/09/1945 até 01/03/1947.

O Grupo Escolar de Criúva iniciou seus trabalhos com os seguintes materiais: 31 classes (de duplas), 29 bancos (de duplas), 3 quadros negros, 1 cadeira, 2 mesas, 1 mapa do Brasil e 1 do Rio Grande do Sul, que pertenciam ao município de São Franscisco de Paula. Recebendo somente no início do ano letivo de 1940 outros materiais, tais como, apagadores, revista “Brasil Novo” e materiais de primeiros socorros. Todo o material recebido era listado em livro próprio.

A biblioteca começou a tomar forma somente em 1941, quando começou a receber alguns livros de História Infantil , tais como: “História de Lagoa Grande”, Histórias Encantadas”, No País da Bicharada e outros. Já em 1949, contava com 256 obras no seu acervo.

Em março de 1950, assumiu a direção, a professora Julieta Segala, permanecendo no cargo até 21/04/1961. No dia seguinte foi transferida para Santa Maria.

Em 1955, inicia o curso supletivo com as professoras Iracema de Lurdes Amoretti e Erone Antonietta Fradizzi.

No dia 1º/03/1956, assumiu Maria Noemy Biasus, que trabalhou como professora até 21/04/1961. Em 22/04/1961, ela assumiu a direção da escola, permanecendo nessa função por 25 longos anos, aposentando-se em 04/04/86.

A partir de 24/05/1957, iniciou o turno da tarde no Grupo Escolar de Criúva, assumindo como professora Olinda Dutra Soares.

Em 23/05/1962, através do decreto nº 13753, o grupo Escolar de Criúva recebe nova designação, passando a “Grupo Escolar João Pilati”, assinado pelo então Secretário Da Educação, Justino Quintana, do governo Leonel Brisola. Por tudo que ele doou e fez para a comunidade foi lhe prestada homenagem e reconhecimento denominando a escola com o nome dele.

Em 15/03/1972, foi reiniciado o ensino supletivo no Grupo Escolar, sendo professoras: Maria Helena Santini e Valeri T. Corso. Em 18/05/1973, foram suspensas as aulas por falta de alunos, ou seja, já nesta época, a evasão neste tipo de ensino era grande. Em março de 1974, recomeçou o ensino supletivo que durou até 15/07/1974.

Anos foram se passando, até que depois de muita luta, muitos ofícios e pedidos feitos pela direção da escola, uma reivindicação antiga foi conquistada: a implantação da 6ª série, em 1976, através da portaria 4943, de 03/05/1976. Assim sendo, novamente a escola recebeu outra designação passando a denominar-se Escola Estadual de 1º Grau Incompleto João Pilati.

No ano letivo de 1976, recomeçou o turno da tarde na escola, tendo como professora Edit Marina Francischelli. Em 04/03/1983, através da Portaria de Autorização de Funcionamento nº 6319, publicada no Diário Oficial da mesma data, a escola completa sua criação, passando a denominar-se Escola Estadual de 1º Grau João Pilati. Assim pôde oferecer a toda sua comunidade o 1º Grau completo, sem as crianças precisarem buscar complemento em outras localidades. De lá para cá, muitos e muitos foram os alunos que concluíram o 1º Grau em Criúva.

O tempo passou e a Escola, preocupada com a educação do distrito, começa a observar que certos alunos concluíram a 4ª série nas Escolas Municipais do interior e por ali se acomodavam. Ficavam ajudando seus pais nas lidas de campo ou de lavoura. Até que um dia resolve-se reunir os pais no final do ano letivo de 1993, nas localidades de Santo Isidoro (Agudo) e São Jorge (Mulada) para conscientizá-los a fazer com que seus filhos voltassem a estudar.

Assim começou o transporte escolar, pago pelos pais, no ano letivo de 1994.
Posteriormente, as coisas foram melhorando. O Estado repassou uma “Kombi” para o município, facilitando o transporte escolar. Mais tarde, mandou outra, e hoje, o serviço cobre praticamente todo o distrito, no turno da manhã (5ª a 8ª séries).

Depois de conquistar a implantação do 1° Grau completo, as buscas não cessaram, pois o prédio velho de madeira, construído em 1954, “o Brizolão”, como era chamado, e que existe a réplica dele, feita pelo Sr° Jacob Pezzi, estava em más condições. Começou em tão uma nova luta: “queremos um prédio novo”. Ofício vai, ofício vem e montou-se um processo que foi acumulado páginas e mais páginas sem resultado. Até que o velho prédio incendiou – em 12/02/1998. Pouca coisa sobrou.

Logo a equipe docente da época foi em busca de um lugar para que as aulas não parecem. Onde vamos trabalhar? No Salão Paroquial disse um dos professores. A direção da escola foi pedir à Comissão Paroquial e ao Pe. Osmar Possamai. Este assim respondeu “Acho que não é preciso reunir a comissão. Vocês devem usar o que for necessário”.

A escola ficou alojada no salão da comunidade até o ano de 2001. Posterior a essa data, estudantes e professores retornam ao prédio recém-construído. Em 2002, deu-se a inauguração do prédio. A partir do ano de 2006 a escola passa a atender também os estudantes do Ensino Médio.

Atualmente a Escola João Pilati conta com um quadro de 22 professores e funcionários e 150 estudantes.

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