Fundo Eleitoral pode passar de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões em 2022

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Palácio do Congresso Nacional

Com aprovação da LDO pelo Congresso, dinheiro para partidos quase triplica. Projeto agora depende de sansão de Bolsonaro. PL ainda manteve salário mínimo sem aumento real. Saiba como votaram senadores e deputados

Foi aprovado pelo Congresso Nacional durante esta quinta-feira, dia 15 de julho, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, que também prevê ampliação de recursos para o Fundo Especial de Financiamento de Campanhas, ou Fundo Eleitoral. Nas eleições de 2018 e 2020 o montante foi de R$ 2 bilhões passando agora, quando se aproxima a eleição presidencial para 5,7 bilhões, quase três vezes mais.

O texto foi aprovado primeiro pelos deputados e despois pelos senadores. A LDO foi aprovada por 278 votos favoráveis a 145 contrários na Câmara. Deputados de oposição, além do partido Novo e outras agremiações partidárias votaram contrárias ao texto do deputado federal, Juscelino Filho (DEM-MA).

No Senado por sua vez, o texto também obteve parecer favorável por 40 votos contra 33. Partidos de oposição, além do Podemos e senadores do MDB, também se colocaram contra o texto, o que levou a uma votação apertada.

A aprovação da LDO e, consequentemente do aumento do Fundo Eleitoral, ocorre em em meio a pandemia do coronavírus (Covid-19) que registrou nesta quinta-feira (15/Jul), mais de 530 mil óbitos, e se tornou alvo de diversas manifestações nas redes sociais. Em especial, na votação na câmara por parte do presidente Arthur Lira (PP-AL), por realizar votação simbólica, o que dificultou a identificação dos votos de cada político daquela Casa.

A LDO também manteve dispositivo que permite aumento de salários de servidores públicos federais em 2022, dispositivo este, utilizado pela primeira vez no governo Bolsonaro. Já o salário mínimo não terá aumento real, apenas o repasse sobre a inflação, passando de R$ 1.100 para R$ 1.147 em 2022.

Saiba como votaram os parlamentares do Rio Grande do Sul:

  1. Afonso Hamm (PP-RS) – SEM VOTO
  2. Afonso Motta (PDT-RS) – NÃO
  3. Alceu Moreira (MDB-RS) – SIM
  4. Bibo Nunes (PSL-RS) – SIM
  5. Bohn Gass (PT-RS) – NÃO
  6. Carlos Gomes (Republicanos-RS) – SIM
  7. Covatti Filho (PP-RS) – SIM
  8. Daniel Trzeciak (PSDB-RS) – SIM
  9. Fernanda Melchionna (PSOL-RS) – NÃO
  10. Giovani Cherini (PL-RS) – SIM
  11. Giovani Feltes (MDB-RS) – SIM
  12. Heitor Schuch (PSB-RS) – NÃO
  13. Henrique Fontana (PT-RS) – SEM VOTO
  14. Jerônimo Goergen (PP-RS) – SIM
  15. Liziane Bayer (PSB-RS) – SIM
  16. Lucas Redecker (PSDB-RS) – SIM
  17. Marcel van Hattem (Novo-RS) – NÃO
  18. Marcelo Brum (PSL-RS) – SIM
  19. Marcelo Moraes (PTB-RS) – SEM VOTO
  20. Márcio Biolchi (MDB-RS) – SEM VOTO
  21. Marcon (PT-RS) – NÃO
  22. Maria do Rosário (PT-RS) – NÃO
  23. Marlon Santos (PDT-RS) – SEM VOTO
  24. Maurício Dziedrick (PTB-RS) – SIM
  25. Nereu Crispim (PSL-RS) – SIM
  26. Osmar Terra (MDB-RS) – SIM
  27. Paulo Pimenta (PT-RS) – NÃO
  28. Paulo V. Caleffi (PSD-RS) – SIM
  29. Pedro Westphalen (PP-RS) – SEM VOTO
  30. Pompeo de Mattos (PDT-RS) – NÃO
  31. Sanderson (PSL-RS) – SIM

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