Aprendiz, autonomia e Língua Estrangeira

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A autonomia de aprendizagem de uma pessoa se dá a partir do momento que ela estabelece metas, objetivos a ser alcançados. Age de forma crítica, social e atuante. Essa concepção está relacionada ao conceito de planejamento que conforme Rubin faz-se necessário para a aplicabilidade do autogerenciamento na ampliação do conhecimento.

Lamentavelmente é fornecida pouca ou nenhuma oportunidade de entendimento sobre o papel do aluno como aprendiz bem como sobre autonomia. Ainda é presente uma cultura que concentra no professor todo conhecimento, cabendo ao aluno apenas absorver o saber.

Faz-se necessário o estimulo ao processo de aprendizagem autônoma, visto que dessa forma o indivíduo desenvolve o autoconhecimento, reconhecendo habilidades e dificuldades. Adquirir um comportamento crítico e independente é emancipar-se, é sair da zona condescendente e passar a ser responsável pelas próprias ideias e ações.  Atribuir fracassos a questões como falta de tempo para estudar, metodologia de ensino não compatível, timidez etc não conduzem de fato a uma aprendizagem mais efetiva.

De acordo com Rubim (2001), uma das características de um verdadeiro aprendiz é identificar os problemas de aprendizagem e ir em busca de soluções. Trata-se de permitir escolhas no processo de aprendizagem. Saber que aprende facilmente em grupo ou sozinho, registrando informações principais no caderno ou ouvindo várias vezes um determinado áudio, por exemplo, traz a tona uma consciência ativa de aprendiz.

A cada dia tomamos decisões na nossa vida: o que ouvimos, falamos, o que aprendemos ou não, se aplicaremos um determinado conhecimento em uma futura situação etc. Logo, transferir essa autonomia para o processo de aprendizagem de uma língua estrangeira torna algo mais real e significativo. O resultado de apreender é mais próximo e consciente.

Aprender a aprender vai muito além do rótulo de “bom aluno”, é fazer escolhas conscientemente. Ter atitudes autônomas no contexto da aprendizagem de uma língua estrangeira são: estabelecer metas; ser responsável no papel de aprendiz; buscar conhecimento e soluções para possíveis entraves; avaliar-se ao longo de todo o processo; perceber que com essa atitudes pode contribuir  pessoal e socialmente. Desse modo, pode-se dizer que ser um real aprendiz autônomo passa por um superconjunto de ações ativas e dedicadas ao estudo de uma língua estrangeira.

Profª esp. Valéria Sandri

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