SME faz busca ativa para atender alunos sem acesso à internet

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Material de aula é entregue em locais estratégicos. Fotos: SME/divulgação

Alunos da Escola Antônio Pessini, em São Marcos, estão recebendo as atividades escolares de forma impressa e nos bairros durante a pandemia

Em geral, durante o período de isolamento o conteúdo é entregue aos alunos da rede municipal de forma online, através de aplicativos de mensagens e plataformas de videoconferência, mas em alguns casos o material está sendo entregue em pontos estratégicos visando atender famílias de baixa renda.

A escola fica localizada no interior do município na comunidade de São Luiz na Linha Humaitá e atende, na maioria, alunos dos bairros São José e Jardim dos Plátanos. Além da distância que impede os pais ou alunos de buscarem o conteúdo na escola, outro fator que interfere na forma de distribuição é a falta de inclusão social ao não haver acesso de algumas famílias aos meios digitais, desde um link de internet a dispositivos como celulares e computadores. Nesse contexto e diante da pandemia é que a equipe diretiva da escola entrega o material nos bairros.

Conforme Daiane Mascarello Vanas, coordenadora pedagógica da SME, além da Antônio Pessini, também as demais escolas de ensino fundamental, da rede municipal, possuem alunos que retiram conteúdo impresso, por não terem acesso à internet.

“A grande maioria recebe pelo celular, mas ainda temos alunos na rede que apresentam a realidade de não ter acesso à internet”, explica Daiane. A coordenadora explica que são adotadas três formas de entrega de tarefas e que de alguma maneira o aluno deve participar para garantir presença nas aulas.

“Uma vez por semana temos aulas online de forma síncrona e de forma assíncrona enviamos os deveres de casa, ou pelo celular ou de forma impressa e recolhemos depois”, finaliza.

“Nosso objetivo é atingir o máximo de alunos possível, nenhum deve ficar de fora”

Para Tatiane Borghetti Zulian, secretária da Educação de São Marcos, há constante busca ativa desses estudantes que tem dificuldades para acessar os aplicativos online durante a pandemia.

“Temos que garantir os direitos da educação para todos, então a busca de pontos estratégicos para a entrega de atividades impressas foi uma alternativa. Horários marcados para entrega nas escolas e na secretaria da educação também fazem parte desse processo de flexibilização”, revel a secretária municipal.

“As escolas também realizaram reuniões virtuais com os pais para que se mantenha um contato mais próximo com as famílias, ainda temos algumas famílias mais distantes mas estamos em constante busca”, afirma Tatiane.

Questionada sobre um possível retorno da aulas presenciais ainda este ano, a secretária diz que aguarda posicionamento mais concreto, que deverá ser divulgado pelo governo do Estado durante esta semana.

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