Família são-marquense pede ajuda para reconstruir moradia

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Kelvin segue em garagem improvisada com lonas. Quem desejar ajudar deve entrar em contato pelo telefone: (54) 99606-7653. Fotos: SMO

Chuvas dos últimos dias acentuaram problemas estruturais e fizeram o piso ceder e as paredes racharem. Saiba como ajudar na reportagem

Na tarde da última terça-feira, 14 de junho, o São Marcos Online foi procurado por uma família que busca ajuda para reconstruir a moradia. Conforme Kelvin Soares Salvador; 21 anos, um dos moradores da residência localizada na Rua Angelo Siota, 550, a família é composta pelo avô; um idoso de 70 anos deficiente visual, uma tia de 18 anos e a esposa de 21 anos.

Kelvin relata que a família reconstruiu a moradia há cerca de 6 anos, o terreno é do avô e antigamente no local existia uma casa de madeira. Por estar em más condições, um grupo de pessoas se uniu na época e custeou a construção da nova casa, de material.

O problema, no entanto, foi a forma que a obra foi executada. Kelvin relata que a casa antiga (de madeira) foi derrubada e as madeiras serviram de base para a laje da nova moradia. O material é orgânico e como o passar do tempo o piso começou a mexer, fazendo com que as paredes também sofressem danos e começassem a entortar. A casa que já estava comprometida só piorou com a chuva do último fim de semana.

“As rachaduras pioram ano a ano, a gente já tentou buscar ajuda da prefeitura mas ninguém pode nos ajudar em nada. A gente não tem pra onde ir. Eu chamei os bombeiros pra olharem, eles vieram e falaram que também não tem o que fazer, só sair da casa”.

Kelvin trabalha em uma mecânica durante o dia de forma informal e a noite seleciona material reciclável para ajudar na renda da família. O avô recebe um auxílio doença e a renda das quatro pessoas gira em torno de R$1.200/mês.

Os bombeiros estiveram no local para vistoriar a residência e orientaram a família a sair pois há risco de as paredes desmoronarem, no entanto o imóvel não foi interditado.

Kelvin conta ainda que buscou ajuda na prefeitura e foi encaminhado ao CRAS, em busca de um local onde a família pudesse se abrigar. A prefeitura disse que não há o que fazer neste caso.

O avô de kelvin, a tia e a esposa estão na casa de um parente em outro bairro da cidade, mas a situação é provisória pois não há lugar para todos. Kelvin continua em uma garagem improvisada com lonas aonde protege os móveis da família. “Tenho que ficar aqui se não roubam o pouco que temos, não consigo trabalhar e também não tenho pra onde ir, nem como construir outra casa”, relata o jovem.

Em contato com a Assistência Social do Município, a reportagem foi informada de que há uma adequação à lei nacional que institui o Sistema Único de Assistência Social, que complementa a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), dispõe sobre a organização do setor e institui o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O município está atrasado na adequação e conforme apurado a matéria deverá tramitar na Câmara de São Marcos nos próximos dias. Na legislação será discutida condição para aluguel social.

A família precisa de doações de material de construção e de profissionais voluntários para demolição e reconstrução da moradia. Quem desejar ajudar deve entrar em contato pelo telefone: (54) 99917-3673

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