Corpo de Kauana será sepultado nesta quinta-feira em São Marcos

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A jovem ficou desaparecida por quase uma semana, submersa em córrego. Imagem: arquivo pessoal

“Sempre frequentou a igreja e nunca deu trabalho”. Jovem que veio do Paraná há pouco realizando o sonho de conviver com o pai, teve a vida tirada de forma brutal

Nascida na cidade de Bituruna, no Paraná, Kauana Santos; completaria 17 anos no próximo dia 10. A jovem morava com a avó materna na cidade paranaense até decidir vir para São Marcos e realizar o sonho de conviver com o pai, Valdir da Fonseca, o qual conheceu há cerca de dois anos. Kauana era portadora de hemiplegia, e apresentava leve paralisia de metade do corpo, devido a uma paralisia cerebral.

Gislaine dos Santos; 32 anos, é mãe de Kauana e mora atualmente em Itajaí/SC, ela descreve a filha como uma menina muito doce e calma. “Sempre frequentou a igreja e nunca deu trabalho”, acrescenta. Apesar de morar com a avó, as duas mantinham contato frequente.

Kauana soube da existência do pai há cerca de dois anos e desde então demonstrou interesse em morar na Serra Gaúcha para conhecê-lo melhor. Conforme Gislaine, as duas conversavam diariamente por aplicativos de mensagens e Kauana sempre disse que era muito bem tratada pela família do pai.

A jovem chegou a São Marcos em dezembro do ano passado e foi recebida pela então esposa do pai de Kauana, Raquel Macedo; 31 anos, com quem criou afinidade. As duas se tornaram grandes amigas.

“Ela veio pra cá no natal passar as férias, era a segunda vez que ela estava vendo a gente. O sonho dela era conhecer o pai e conviver um pouco com ele. Acabou que ela gostou muito de morar aqui e quis ficar. Eu gostei muito dela e falei com a vó dela lá do Paraná que autorizou ela a ficar aqui. Matriculei ela na Escola Maranhão e ela ficou morando com nós, como eu trabalho em casa a gente ficava o tempo todo juntas.

Raquel acrescenta ainda que Kauana era uma menina alegre, que já acordava entoando os hinos da igreja, era uma menina de muita fé. “Uma menina que superou todo o problema de ter tido paralisia cerebral, nunca teve vergonha da deficiência dela”.

Kauana morou com Raquel no centro da cidade até meados de abril, quando mudou-se para a Linha Marechal Deodoro, onde vivia com a avó e o pai.

No Paraná Kauana deixa um irmão de 15 anos com que conviveu até sua vinda para São Marcos e a mãe está grávida de 3 meses. Na Serra Gaúcha, Kauana deixa mais dois irmãos, de 7 anos e 1 ano e 10 meses.

Apesar do pouco tempo em que viveu no município, Kauana fez fortes laços de amizade tanto na escola quanto na igreja, a empatia foi demonstrada através das redes sociais, tanto no período em que Kauana esteve desaparecida, quanto no dia em que seu corpo foi encontrado. A cidade pequena fez com que os são-marquenses se envolvessem ainda mais com a história trágica que envolveu seu desaparecimento e morte.

A jovem foi vítima de assassinato na última sexta-feira (26) na localidade de Linha Marechal Deodoro. Na ocasião a avó da adolescente também foi morta

O corpo de Kauana será velado na Igreja Deus é Amor, a partir das 13h30, o sepultamento está previsto para às 15h no cemitério São Judas Tadeu. O corpo de Irene da Fonseca, avó de Kauana, não tem previsão de liberação pelo IML, conforme familiares.

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