Conheça as mulheres da BM de São Marcos, Lucinea Souto e Karen Tolentino Carvalho

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Imagens: arquivo pessoal

18 de junho é o dia da policial militar feminino, como forma de homenagem, o SMO revela um pouco da trajetórias dessas ‘guerreiras’

18 de junho é uma data especial. O dia da policial militar feminino. Prevista na lei estadual nº 15.213/, de 2018, homenageia nossas guerreiras ao comemorar o aniversário de Olmira Leal de Oliveira, a cabo Toco. Primeira mulher a ombrear pela defesa de seus ideais nas fileiras da corporação. Em 1986, dois anos antes de morrer, já reconhecida como heroína deste estado, ela foi homenageada pela primeira turma de soldados femininos da Brigada Militar.

Como forma de parabenizar todas as policiais militares femininas pelo seu dia, o São Marcos entrevistou nesta manhã as soldados Lucinea Souto; 36 anos e Karen Toletino Carvalho; 28 anos, ambas atuantes no 2º Pelotão da PM em São Marcos, através do 36º BPM. Entre os assuntos em destaque estão os sonhos da carreira, as motivações e as dificuldades de ser mulher brigadiana.

Para a Sd. Lucinea o sonho de ser policial iniciou na infância, a vontade de seguir carreira militar era tanta que a são-marquense chegou a prestar concursos para a Policia Rodoviária Federal e para a Polícia Civil, ingressando posteriormente na Brigada Militar.

“Sempre voltei meu pensamento para uma carreira policial tendo prestado concurso para a PRF e posterior para a Polícia Civil e o que deu certo foi a Brigada Militar.”, relata a soldado, acrescentando ainda que o ingresso na BM se deu quase que por acaso já que a inscrição foi feita no último dia.

Diferente da colega de profissão, a Brasiliense Karen Tolentino Carvalho decidiu seguir a carreira se espelhando no pai que é policial federal aposentado.

“Não tinha interesse necessariamente na carreira militar e sim na carreira policial, porém as oportunidades de ingressar na militar e no Estado do Rio Grande do Sul eram favoráveis na época em que realizei o concurso. Por esse motivo, hoje estou aqui.” destaca Tolentino que é casada com um policial militar também atuante em São Marcos.

Quando questionadas sobre as dificuldades da carreira, ambas citaram a sobrecarga e a difícil tarefa de conciliar o tempo entre trabalho e família, já que ambas são casadas.

Na opinião de Karen, a mulher sempre é muito sobrecarregada por ser a principal responsável por cuidar dos afazeres domésticos, dos filhos e etc. E em especial, ser profissional da segurança pública não é qualquer profissão e também não é uma profissão tão simples. O que acaba sendo uma sobrecarga mais pesada ainda.

Outra questão importante citada por Lucinea é a aceitação da profissão por parte da família.

“É engraçado como muitas pessoas no início foram contra, principalmente minha família pelo medo do desconhecido e mais ainda pelo medo da constante violência a que somos expostos, porém hoje minha família apoia completamente minha escolha e nunca deixou de estar ao meu lado, apesar de algumas vezes pensarem que não seria a melhor escolha para mim” complementa Lucinea.

Além disso, por ser mulher as soldados também tem as dificuldades de adaptação ao regulamento militar já que o regulamento é próprio e a disciplina rígida, diferentemente dos homens que ingressam na Brigada Militar por já terem servido o Exército Brasileiro e conhecerem um pouco mais da vida na caserna.

O Tenente Paulo Ricardo de Mello, comandante da BM local também falou sobre a importância das mulheres no quadro de Brigadianos.

“Para nós da BM é uma satisfação termos essas Mulheres Brigadianas no nosso efetivo, são inúmeras vezes, que são necessárias a intervenção delas e sempre desempenham com muito profissionalismo e dedicação a rotina de trabalho do policial militar. Parabéns a soldado Lucineia e soldado Tolentino que compõem o nosso efetivo da Brigada Militar de São Marcos.

A Brigada Militar completa 183 anos em novembro de 2020 e foi somente em 1985 que a Corporação passou a pensar em um segmento feminino, sendo que podemos concluir que a presença da Mulher Brigadiana ainda é recente apesar dos seus 35 anos, porém nada há de diferente entre masculino e feminino quando o assunto é o combate.

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