Você sabia que mais de 57% dos acidentes com aranhas acontecem na região sul do Brasil?

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Imagem ilustrativa

De acordo com o levantamento mais recente do Ministério da Saúde, com dados de 2017, foram contabilizados mais de 32 mil acidentes com aranhas no país e 57,5% desses casos aconteceram na região sul.

Embora os acidentes causados por aranha são comum, de acordo com o Ministério da Saúde, a maioria não apresenta repercussão clínica, portanto apenas 3 gêneros são considerados de importância em saúde pública no Brasil, a aranha-marrom (Loxosceles), aranha-armadeira (Phoneutria) e viúva-negra (Latrodectus).

  1. Aranha-marrom(Loxosceles) – Não é agressiva, pica geralmente quando comprimida contra o corpo. Tem um centímetro de corpo e até três de comprimento total. Possui hábitos noturnos, constrói teia irregular como “algodão esfiapado”. Escondem-se em telhas, tijolos, madeiras, atrás ou embaixo de móveis, quadros, rodapés, caixas ou objetos armazenados em depósitos, garagens, porões, e outros ambientes com pouca iluminação e movimentação.

A picada é pouco dolorosa e uma lesão endurecida e escura costuma surgir várias horas após, podendo evoluir para ferida com necrose de difícil cicatrização. Em casos raros, pode ocorrer o escurecimento da urina.

  1. Aranha armadeira ou macaca(Phoneutria) – Bastante agressiva, assume posição de defesa saltando até 40 cm de distância. O corpo pode atingir 4 cm, com 15 cm de envergadura. Ela é caçadora, com atividade noturna. Abriga-se sob troncos, palmeiras, bromélias e entre folhas de bananeira. Pode se alojar também em sapatos, atrás de móveis, cortinas, sob vasos, entulhos, materiais de construção, etc.

O acidente com a aranha armadeira causa dor imediata e intensa, com poucos sinais visíveis no local. Raramente pode ocorrer agitação, náuseas, vômitos e diminuição da pressão sanguínea.

  1. Viúva-negra (Latrodectus)– Não é agressiva. A fêmea pode chegar a 2 cm e o macho de 2 a 3 cm. Tem atividade noturna e hábito de viver em grupos. Faz teia irregular em arbustos, gramíneas, cascas de coco, canaletas de chuva ou sob pedras. É encontrada próxima ou dentro das casas, em ambientes sombreados, como frestas, sob cadeiras e mesas em jardins.

Os sintomas incluem dor na região da picada, contrações nos músculos, suor generalizado e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos.

As aranhas Caranguejeiras (Infraordem Mygalomorphae), embora grandes e frequentemente encontradas em residências, não causam acidentes considerados graves.

Como proceder em caso de acidente:

  • Lavar o local da picada;
  • Usar compressas frias, pois ajudam no alívio da dor e na redução de edema;
  • Elevar o local da mordida;
  • Procurar o serviço médico mais próximo;
  • Quando possível, levar o animal para identificação na unidade de saúde.

O que não fazer em caso de acidente:

  • Não fazer torniquete ou garrote;
  • Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida;
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções;
  • Não ingerir bebida alcoólica, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

Prevenção

  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas, evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas. Manter a grama aparada;
  • Deve-se limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto das casas;
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas e escorpiões podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo.
  • Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos desses animais têm hábitos noturnos, usar telas em ralos do chão, pias ou tanques. Afastar as camas e berços das paredes.

A principal forma de prevenção é não deixar o ambiente favorável para a criação e reprodução desses animais. Os acidentes com aranhas causam sintomas que podem ser leves a severos podendo levar à morte em raros casos.

Em caso de acidente, procure atendimento médico imediato. Colabore enviando informações sobre a ocorrência desses animais em sua região e, quando possível, leve o animal para identificação na unidade de saúde mais próxima.

ALERTA PARA O VERÃO:  Acidentes com os animais peçonhentos são mais comuns nos meses de verão, devido ao calor, umidade e período de reprodução. Manter a higiene e limpeza também é fundamental, uma vez que lixo e entulhos podem servir de abrigo para muitos destes animais, além de funcionarem como chamariz para alimentação. Moradores de área rural e trabalhadores da agricultura não podem deixar de usar luvas e botas ao entrar em matas ou plantações.

Fonte: Ministério da Saúde

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