Saiba tudo sobre a gestão de resíduos sólidos domiciliares em São Marcos

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Na reportagem especial sobre o tema, o São Marcos Online contou com apoio fundamental da equipe técnica da SEMA, onde são esclarecidos aspectos e mecanismos a cerca da coleta, triagem, transporte e destinação do lixo. Saiba também como está a atual situação do aterro municipal, em fase de recuperação e sobre as ações de conscientização realizadas pelo Poder Público.

A gestão de resíduos sólidos domiciliares é responsabilidade da Prefeitura Municipal. Na atual gestão o investimento em educação ambiental é prioridade e entre as ações estão palestras em escolas e na estação de transbordo sobre a gestão de resíduos, conforme explicam os técnicos da SEMA

  

Os resíduos coletados no município são destinados a dois locais distintos: os resíduos orgânicos são armazenados em carreta na estação de transbordo até completar a carga, em seguida são levados ao aterro sanitário de Minas do Leão, através da empresa Navegantes. O custo dessa destinação é de cerca de R$ 210 por tonelada transportada. São feitas cerca de 9 viagens por mês. No mês de outubro/2018, o total gerado de resíduo orgânico foi cerca de 238 toneladas, gerando um custo ao município de R$ 50 mil. No mês de setembro esse custo ficou em quase R$ 54 mil e em agosto R$ 58 mil. A variação se dá conforme a quantidade de resíduo destinado, visto que o preço por tonelada transportada se mantém fixo.

Já os resíduos seletivos são destinados à triagem, por conta da empresa Ecoverde que arca com custos desse transporte e destinação. Atualmente o serviço foi terceirizado por empresa de Caxias do Sul.

  

Além das coletas diárias de resíduos sólidos orgânicos e seletivos, a Secretaria do Meio Ambiente também promove campanhas de recolhimento de resíduos eletrônicos (celulares, computadores, televisões, fogões, máquinas de lavar, entre outros exemplos), que devem ter uma destinação específica. Neste ano já foram realizadas 3 campanhas, sendo a última em 29 de outubro, a qual recolheu quase 4 toneladas de resíduos. Essas campanhas são feitas em parceria com empresas que desmontam, reutilizam e destinam corretamente os componentes desses equipamentos. A última edição foi uma parceria com a Ambe. Está prevista mais uma edição para este ano, ainda sem data definida, mas com grande probabilidade de ocorrer em meados de dezembro. A empresa parceira da próxima edição será a Natusomos. Vale lembrar que essas campanhas, por serem parcerias com as empresas, não geram custo algum para o município.

  

Com relação às condições do aterro, as células estão lacradas e não são mais depositados resíduos desde o seu fechamento. O processo de decomposição dos resíduos enterrados continua por anos, e seu lixiviado (chorume) é coletado e despejado nas lagoas. A primeira lagoa recebe o lixiviado bruto diretamente das células, depois dela esse lixiviado já com menor contaminação passa para a segunda lagoa, onde o processo continua através da ação de micro-organismos. Depois passa para a terceira lagoa, onde ocorre a reabsorção da água descontaminada pelo solo. Esse é um processo contínuo, que não para enquanto houver decomposição de resíduos no interior das células do aterro.

Regularmente são feitas avaliações da contaminação dos solos e águas subterrâneas, a fim de monitorar a eficácia do sistema do aterro. Essa avaliação é feita por empresa especializada contratada, a qual faz coletas nos piezômetros instalados na área. É feita uma coleta a montante das células, ou seja, acima delas, que serve como parâmetro de comparação, visto que o lixiviado do aterro vai escorrer para baixo e este local não estará contaminado. Depois, compara-se essa análise com outras feitas à jusante do aterro, ou seja, abaixo, em diversos pontos demarcados. Toda essa avaliação é registrada e enviada à Fepam, órgão ambiental estadual, que monitora e fiscaliza a eficácia do programa de recuperação da área.

A empresa responsável pela coleta dos resíduos sólidos no município desde 01 de setembro de 2018 é a Eco Verde, sediada no Município de Vila Maria, no RS. A troca da antiga empresa para a atual se deu devido ao vencimento do antigo contrato e novo processo de licitação para prestação de serviços. A nova empresa, Eco Verde, apresentou o plano com menor custo e, por isso, foi a vencedora do processo licitatório e passou a atuar no município. Com essa mudança, houve uma economia de R$32 mil reais mensais nos gastos da Prefeitura com a coleta dos resíduos, valor bastante significativo, ainda mais levando em consideração a qualidade dos equipamentos (novos e modernos) e do serviço de coleta da nova empresa, que não deixam nada a desejar.

Conforme a SEMA a avaliação dos primeiros dois meses de trabalho da empresa Eco Verde é bastante satisfatória, considerando que o serviço está sendo plenamente realizado e o contrato está sendo cumprido integralmente. “Nos primeiros dias houveram alguns problemas, mas nada que já não fosse esperado, visto que a empresa e seus funcionários estavam ainda tomando conhecimento do município e das rotas de coleta a serem executadas” informa a secretaria. Passado esse início, as coletas já foram normalizadas e um roteiro com as datas, locais e horários das coletas foi desenvolvido e disponibilizado à comunidade, de forma a informar e organizar os procedimentos. Esse roteiro pode ser acessado via site da Prefeitura ou retirado de forma impressa junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Clique aqui e baixe o roteiro

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