Saiba mais sobre a paralisação do Samu no RS e os impactos nos atendimentos

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Foto: prefeitura de São Marcos - divulgação

Telefonistas e rádio-operadores de empresa terceirizada iniciaram uma greve nesta segunda-feira (13), por conta dos atrasos nos salários. Secretaria Municipal da Saúde orienta o cidadão a ligar para o 190 ou 193 em casos de emergência

A falta de pagamentos desde maio por parte de uma empresa terceirizada da Secretaria Estadual da Saúde, a FA Recursos Humanos, prejudica a operação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Rio Grande do Sul. Telefonistas e rádio-operadores que trabalham na central responsável pelo atendimento da população de 267 dos 497 municípios gaúchos iniciaram, na segunda-feira (13), uma greve por conta dos atrasos nos salários.

Como o atendimento é integrado, com a participação de telefonistas, médicos e rádio-operadores na mesma equipe, a falta de uma dessas categorias dificulta o acionamento de ambulâncias e o encaminhamento dos pacientes a hospitais. Os médicos e enfermeiros que atuam na central de atendimento do Samu e fazem parte do quadro da Secretaria da Saúde não estão paralisados. Também as equipes que trabalham nas ambulâncias — incluindo motoristas — e são vinculadas aos municípios seguem trabalhando.

Na noite de segunda-feira, o serviço foi complemente suspenso no prédio que fica no pátio do Hospital Sanatório Partenon, em Porto Alegre, local onde é feita a triagem dos casos que serão atendidos pelas equipes nos 267 municípios. Não houve impacto em Porto Alegre, Caxias do Sul, Bagé e Pelotas, que têm regulação municipal (Caxias também atende Vacaria).

Nesta terça-feira (14), o Samu trabalha com 60% da capacidade, segundo a Secretaria Estadual da Saúde. A informação da pasta é de que o tempo de atendimento interno, que não considera a chegada de uma ambulância, está estimado em 18 minutos. Em dias com operação total, a média seria de 12 minutos.

O atendimento de cada caso começa com o telefonista, que avalia as informações passadas por quem fez a ligação e filtra os trotes e ocorrências que não são de responsabilidade do Samu. Dependendo da gravidade da situação, o profissional aciona um enfermeiro ou médico, que passa as primeiras orientações à vítima e avalia se uma equipe precisa ser acionada para ir até o local.

A logística envolvendo as ambulâncias fica a cargo de um rádio-operador, que identifica os veículos disponíveis e decide qual deve ir até o paciente. Com a paralisação de telefonistas e rádio-operadores, toda a cadeia de atendimento ficou prejudicada.

Por que os salários estão atrasados?

A posição da Secretaria da Saúde é de que a empresa terceirizada não estaria repassando os salários aos funcionários. A pasta diz que a única parcela que não foi depositada à FA Recursos Humanos foi a de julho, porque a empresa não entregou comprovante de pagamento aos funcionários referente a maio. Segundo o secretário adjunto da Saúde do Estado, Francisco Bernd, a FA está com contas bloqueadas na Justiça e, por isso, não consegue pagar os salários.

— O Estado mantém os pagamentos em dia, mas a empresa não consegue honrar os compromissos. Nesse caso específico, ela está com dois depósitos judiciais de até R$ 1 milhão. Então, todos os depósitos feitos a essa empresa ficam retidos, por questões judiciais, dívidas trabalhistas e assim por diante. Esse é um problema sério — relata o secretário adjunto.

As informações são da Rádio Gaúcha.

Como o atendimento está sendo feito em São Marcos?

A orientação da Secretaria Municipal da Saúde é para que a população, caso precise deste tipo de atendimento, ligue direto para os Bombeiros pelo193, ou para a Brigada Militar pelo190. Estes órgãos farão contato com a base do SAMU na cidade para deslocamento de ambulâncias.

 

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