Vinícola quer transformar Região de Campos de Cima da Serra em polo do enoturismo

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Fotos: divulgação Fotos: divulgação AgroUrbano

Quatro anos consecutivos como líder em vendas de vinhos de mesa no Brasil, Vinícola Campestre prepara grande investimento na nova unidade em Vacaria

A família Zanotto é sinônimo de vinho na região dos Campos de Cima da Serra, há mais de meio século. Influenciados pelos antepassados que fabricavam o próprio vinho na região do Vêneto, noroeste da Itália, as gerações seguintes vieram para o Rio Grande do Sul, onde mantiveram a tradição e iniciaram a história da Vinícola Campestre, líder na venda de vinhos de mesa no Brasil. Agora, a vinícola se prepara para iniciar um novo capítulo em sua história, com a consolidação de um megaprojeto da nova unidade da Vinícola Campestre, que será inaugurada em 16 de março, na Porteira do Rio Grande do Sul, em Vacaria, à 239km de Porto Alegre, numa das regiões mais frias do país.

“Essa nova planta além de permitir a ampliação da produção de vinho de mesa e de sucos para cerca de 30 milhões de garrafas, também terá como o foco a expansão da comercialização de vinhos finos e espumantes, assim como o desenvolvimento do enoturismo na região. Por isso, a nova unidade contará com modernos espaços para eventos, lojas, restaurante e um museu do vinho”, explica o diretor da Vinícola, João Carlos Zanotto.

Investimento na produção de vinhos finos e enoturismo

O projeto demorou 6 anos para ser concluído e conta com um investimento de mais de 30 milhões, especialmente na aquisição de máquinas importadas da França e da Itália. São 84 hectares com 23 mil metros de área construída. O atual quadro de 116 colaboradores será ampliado, no futuro, para 135 trabalhadores. Localizado às margens da BR 116, a nova sede da Vinícola Campestre, em Vacaria, conta com uma arquitetura própria que remente ao charme e o requinte dos grandes complexos vinícolas da Europa.

“Aqui os visitantes poderão caminhar entre os vinhedos, conhecer o processo de elaboração dos vinhos e espumantes, aprender sobre degustação e até mesmo colher a uva que vai levar pra casa. Como também desfrutar e apreciar as parreiras e a arquitetura que remetem muito às regiões dos vinhedos na Itália”, revela Zanotto.

Cinco anos consecutivos como a vinícola que mais vende vinhos de mesa no Brasil, conforme dados do Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), a Vinícola Campestre atingiu o número de 25 milhões de garrafas de vinho de mesa, espumantes, suco de uva e maça comercializadas em 2018. No entanto, mais que ampliar a produção para 170 mil garrafas por dia e consolidar de vez a entrada da vinícola no mercado de vinhos finos, Zanotto revela que um dos seus objetivos é produzir um novo terroir na região de Campos de Cima da Serra. “O vinho é uma paixão de muitos anos na nossa família e para valorizar essa tradição é que estamos abrindo as portas da nossa vinícola para conhecer e degustar essa novidade”.

Novo terroir da região de Campos de Cima da Serra

Além de abrigar a nova unidade industrial de processamento e engarrafamento de vinhos e sucos de uva, a Vinícola investiu na produção própria de uvas numa área plantada de 25 hectares, como destaca o enólogo da Vinícola Campestre, André Donatti.

“A vinícola conta atualmente com 740 produtores que nos fornecem uva de mesa, mas para a produção de vinhos finos percebemos que a produção precisava ser própria. Onde podemos priorizar mais a qualidade que o tamanho da produtividade. Além de ter o melhor ponto de colheita e qualidade para fazer um vinho diferenciado”, explica Donatti.

A área plantada conta com mais de 10 variedades de uvas, entre elas vitis de qualidade superior, importadas da França e da Itália, para elaboração de vinhos finos de alto padrão, como explica o enólogo André.

“A variedade que mais plantamos foi merlot, pinot noir, e as uvas italianas rebo e sangiovese e as brancas chardonnay e sauvignon blanc. Mas estamos testando também syrah, malbec e tannat. Temos que aproveitar o potencial climático e geográfico dessa região, como estamos a quase mil metros de altitude e contamos com invernos rigorosos e verões quentes, esse é um clima ideal pra produzir bons vinhos, principalmente com uvas sauvignon blanc, merlot e pinot noir”.

Para finalizar, o enólogo afirma que a região de Campos de Cima da Serra conta com um toque a mais de sutilezas climáticas, permitindo a diversificação de estilos de vinhos como um todo e, por sua bela paisagem natural, tem toda aptidão para se tornar um novo polo do enoturismo no Rio Grande do Sul.

Sobre a Vinícola Campestre https://www.vinicolacampestre.com.br/ https://www.facebook.com/vinicola.campestre

Texto: AgroUrbano Comunicação

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