São Marcos em combate ao mosquito “borrachudo”

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Após capacitação, agentes realizaram a segunda aplicação do BTI. Além do larvicida é preciso conscientização da população, diz veterinária do Município.

O programa de Controle e Combate ao Simulídeo (mosquito borrachudo) está na fase de aplicação do larvicida utilizado no controle da espécie, bastante comum em regiões de rios e matas, como é a Serra.

No mês de novembro aproximadamente 40 agentes foram capacitados para a aplicação do BTI – bacillus thuringiensis var. israelensis, na maioria produtores rurais, além de membros da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e Vigilância Ambiental, que promovem o programa.

A primeira das três aplicações necessárias aconteceu no dia 22 de dezembro e, junto com o larvicida foram entregues informativos orientando a aplicação do produto e regadores. A segunda aplicação do BTI aconteceu neste sábado dia 5 de janeiro e a terceira aplicação ocorrerá no sábado dia 19.

“Objetivo é o controle do mosquito e a plicação do larvicida é a última etapa, atuamos também no controle e fiscalização ambiental, orientando a população a não jogar lixo nos rios nem destruir a mata ciliar” explica Carla Nascimento, médica veterinária do Município.

Ela informa que mantendo os afluentes limpos e não desmatando, o mosquito acaba por ficar em seu habitat natural causando menos problemas na área urbana. A criação de esterqueiras nas propriedades de criação de animais também é considerada importante no controle, diminuindo a proliferação.

Carla explica que o BTI ataca apenas a larva do mosquito, não afetando na fase adulta. É aplicado apenas em água corrente e depende, logicamente, do ciclo de reprodução do Simulídeo, que em fase de ovo gira em torno de 4 a 15 dias e em fase de larva chega até 19 e a fase de pupa cerca de 5 dias. Portanto em 30 dias nascem os mosquitos.

“As aplicações são feitas em 3 etapas respeitando intervalo de 15 dias, justamente para combater as larvas na sua maioria” informa a veterinária.

Também é importante destacar que não adianta aplicar o produto em açudes, ou até mesmo sobre a grama, não terá efeito diz Carla, apenas em água corrente, rios e córregos.

O BTI já começa a dar sinais efetivos logo já na segunda aplicação, reduzindo significativamente o volume de mosquitos na área aplicada. O produto é diluído em água e aplicado se espalhando ao longo do curso. As doses variam conforme a vazão de cada afluente, previamente medida pela equipe técnica da Vigilância Ambiental. A aplicação é feita tanto no interior como na cidade.

Dúvidas, entrar em contato com Vigilância Ambiental pelo telefone 3291-6428 ou Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente pelo telefone 3291-9958.

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