Michel Temer: emedebistas são-marquenses se posicionam sobre prisão de ex-presidente

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Foto: reprodução TV Globo
O São Marcos Online ouviu as lideranças municipais do MDB, partido que está à frente do Executivo e do Legislativo municipal. Confira a opinião do prefeito Evandro Kuwer, vereadores Fulvio Pessini e Cesar Scodro e do presidente do partido Bruno Fachini

 

A prisão do ex-presidente da República (2016-2018), Michel Temer (MDB), na manhã desta quinta-feira, 21 de março, em sua residência, na zona oeste de São Paulo, não surpreendeu emedebistas locais. Em entrevista ao São Marcos Online, que buscou ouvir a opinião das lideranças atuantes do partido em São Marcos durante esta tarde, os 4 entrevistados foram unanimes em manifestar apoio às investigações e para eles, o episódio não irá afetar a imagem da sigla no município.

“Se deve tem que pagar”

Para o prefeito de São Marcos, Evandro Carlos Kuwer, todos devem ser iguais perante a justiça e cada um deve responder por seus atos.

“Se deve tem que pagar e que bom que a justiça vem atuando no combate a corrupção”, afirma o prefeito.

“Sobre a sigla, sabemos que há muitos partidos sendo investigados e tem muita gente boa e cada um deles, infelizmente tem uma minoria que vai para o lado escuro”, salientou, dizendo que o compromisso com o dinheiro público deve ser levado em consideração por qualquer líder político.

“Apoio as investigações da Lava Jato”

“Eu vejo os fatos de uma forma independente de partidos políticos, se não conduziu de forma ética e dentro da legalidade deve responder pelos seus atos”, diz o presidente da Câmara de Vereadores de São Marcos.

“Se a prisão preventiva foi decretada deve ser cumprida'”, finaliza Cesar Scodro.

“Como partido lamentamos”

Para o vereador Fulvio Pessini, o fato a se lamentar é o envolvimento da sigla porém, destaca que o posicionamento do partido na cidade foi sempre contrário ao envolvimento do MDB com os governos da era PT.

“Como partidos lamentamos, em que pese o MDB no Estado e no Município sempre foram contrários ás alianças do partido na esfera Federal”, justifica Pessini, lebrado que inclusive em 2014 o partido saiu em apoio de Marina Silva.

“São muitos partidos envolvidos e isso significa que passamos por uma renovação necessária na política”, diz Fulvio, líder de governo da bancada do MDB na Câmara.

“Se um foi preso, certamente seria também”

O presidente do MDB local foi enfático em dizer que “há anos com o PT, ou recebia também ou avalizava”, se referindo à prisão do também ex-presidente Lula e os escândalos de corrupção envolvendo os governos do PT.

“O MDB gaúcho e de São Marcos não coliga com PT, mantemos essa conduta, esse discurso. Era previsível, ou ele estava se beneficiando ou fazia vistas grossas, foi conivente com a corrupção” disse Bruno Fachini.

Para ele, o fato não deve representar ameaça à sigla nas esferas Estadual e Municipal, em função deste posicionamento contrário às alianças.

A prisão

O mandado de prisão foi expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela operação na 7ª Vara pelo Rio de Janeiro. Também foram presos o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência de Temer, Moreira Franco (MDB), e o Coronel Lima, homem de confiança do ex-presidente.

A prisão tem relação com a operação Radioatividade, um desmembramento da Operação Lava Jato, que apura o pagamento de propina nas obras de construção da Usina Nuclear de Angra 3. Michel Temer já havia sido denunciado em dezembro na Lava Jato, em um processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF), por lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva em um caso envolvendo o setor portuário de Santos.

Ao deixar a Presidência em janeiro, o ex-presidente perdeu o direito ao foro privilegiado e seus processos foram remetidos à primeira instância. O emedebista tem ao menos outras cinco investigações abertas.

Ao lado de Lula, Temer é o segundo ex-presidente brasileiro a ser preso em investigações por corrupção.

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