Campanha dedicada à saúde mental é o tema da coluna da psicóloga Dabda Borba

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A campanha de janeiro é totalmente dedicada a colocar os temas da Saúde Mental em máxima evidência no mundo em nome da prevenção e do combate ao adoecimento emocional da humanidade. A proposta do Janeiro Branco é mostrar às pessoas que elas podem se comprometer com a construção de uma vida mais feliz para si mesmas, a pensarem sobre suas vidas, seu sentido e seu propósito, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos.

A partir dos anos 2000, a Organização Mundial de Saúde (OMS) vem, insistentemente, alertando a humanidade quanto ao crescimento das taxas de suicídio, depressão e ansiedade em todo o mundo. Esta campanha trouxe o lema “QUEM CUIDA DA MENTE, CUIDA DA VIDA”. E saúde mental aqui não está relacionada só com os transtornos psíquicos mas também àqueles momentos em que você se sente perdido, angustiado, ou que devido às preocupações do dia a dia te faz viver no “piloto automático”. Como referia Freud, o pai da psicanalise; autoconhecimento é essencial para conseguirmos ter sucesso em outros aspectos da vida!

Foi escolhido o mês de janeiro para promover esta campanha por ser por si só um mês terapêutico onde as pessoas fazem reflexões sobre suas vidas com o termino de um ano e inicio de outro. Favorece uma profunda autoanálise das nossas vidas, dos caminhos que já percorremos e dos rumos que queremos tomar.
Pouco antes de o ano terminar, todos começamos a pensar em como foi o ano que está prestes a acabar. Começamos a pensar nas coisas que fizemos nas coisas que vivemos nos sentimentos que desenvolvemos, nas relações que experimentamos e em tudo que deu certo e que não deu certo no ano que se passou. Com a chegada do Natal, as perspectivas e os planejamentos, as confraternizações junto aos nossos familiares e pessoas queridas presentes e ausentes mobilizam incontáveis sentimentos-pensamentos. Terminado o mês de dezembro e a sua capacidade de nos colocar frente a frente com os balanços gerais das nossas vidas, vem o réveillon, a partir do qual nos propomos a resgatar os nossos sonhos, construir os nossos projetos, executar os nossos planos e a realizar tudo o que sempre desejamos. Janeiro inicia com uma espécie de ressaca existencial e, por outro lado, um misto de auto cobrança, ansiedade e questionamentos em relação ao que faremos de nossas vidas, nos projeta para novos ideais de um ano que inicia.

E a cor branca foi escolhida porque é através dela que surgem todas as outras cores, é como uma folha de papel em branco onde se pode escrever ou reescrever a nossa história. Lembra a paz que só conseguimos pela nossa mente. Uma vez que branca é a cor a partir da qual toda outra cor pode aparecer, se destacar, existir e acontecer como um projeto, como uma possibilidade. O Branco possibilita inícios e (re)inícios, partidas e convites à criatividade.

E o objetivo desta campanha é desmistificar o preconceito, criado a partir da ideia de que o psicólogo é alguém que lida com pessoas “problemáticas e malucas”, que ir ao psicólogo posa ser tão natural como se vai ao medico para as doenças do corpo. Trata-se, em verdade, de uma campanha dedicada a mostrar às pessoas que os seres humanos são seres de conteúdos psicológicos e subjetivos, que suas vidas, necessariamente, são estruturadas em torno de questões mentais, sentimentais, emocionais, relacionais e comportamentais. E as dores emocionais provocam no corpo físico sintomas dolorosos: angústias, medos, ansiedades, problemas de relacionamento,  que desencadeiam as depressões e tantas outras dificuldades e inquietações que dificultam ou, até mesmo, impedem o desenvolvimento saudável da vida da pessoa que sofre por não saber lidar com elas.

A psicoterapia é o caminho de enfrentamento dessas questões que incomodam. É um cuidado que se tem com sua saúde emocional. Ter saúde não significa apenas não ter uma doença instalada no corpo ou na mente, ter saúde significa viver bem, ter qualidade de vida subjetiva e objetiva, dispor de bem-estar físico-prazer constante corporal, psíquico-sensação mental de leveza e alegria e social -prazer de convier e compartilhar da companhia de outras pessoas.

Quando algo não vai bem, incomoda, machuca, persiste é o sinal de que necessitamos buscar um auxílio psicológico. A Psicologia vai buscar um ponto de equilíbrio entre suas emoções, suas razões: pensamentos e sentimentos, e, seus comportamentos para favorecer atitudes que gerem segurança e bem-estar. O psicólogo vai escutá-lo e ajudá-lo a identificar suas dificuldades e necessidades, a refletir a respeito delas e de suas causas criando meios para tratar estes conflitos, gerando, assim modificações positivas em sua vida.

Como dizia Fernando Pessoa:

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

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